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Será um superprovador, um provador normal ou um não provador?
As pessoas do mundo do vinho andam intrigadas com os testes que permitem determinar as capacidades dos provadores. Quando a professora Linda Bartoshuk, da Universidade de Yale, publicou um trabalho pioneiro sobre o assunto, nos anos 90, dividiu a população em superprovadores, provadores normais e não provadores, embora o mundo do vinho tenha tardado em descobrir as implicações daí decorrentes. Com alguns colegas, Linda Bartoshuk identificou uma substância denominada PROP (6-n-propylthiouracil, um medicamento para a tiróide) que permite identificar quem dispõe de um número anormalmente alto ou baixo de papilas gustativas. E, assim, concluiu que sensivelmente um quarto das pessoas parece estar geneticamente programada para ter um número elevado de papilas gustativas, enquanto cerca de metade se fica pela média e os demais têm relativamente poucas.
Acontece que o PROP carece de receita médica, colocando-se alguns problemas de natureza ética na submissão ao referido teste, que implica, desde logo, o “consentimento informado” das pessoas envolvidas. Por isso, Bartoshuk desenvolveu um método alternativo para medir a densidade das papilas, que consiste em colocar corantes alimentares na língua, que depois é pressionada com um anel de plástico. Concluída a operação, se o anel de plástico tiver retido mais de 25 pontos coloridos, estaremos, aparentemente, na presença de um superprovador. No entanto, até ver, o critério só é válido para as peças vendidas nos EUA.



