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França recupera o pódio na produção mundial de vinhos
Segundo dados da OIV, organização internacional de referência no âmbito da vinha e do vinho, a França retoma o primeiro lugar da produção mundial de vinho em 2009. Os gauleses teriam perdido o pódio em 2008 para a Itália, num mercado cada vez mais competitivo.
Todavia, os 45,7 milhões de hectolitros estimados para a produção francesa em 2009 não permitem aos produtores gauleses uma vitória folgada sobre os 45,5 milhões de hectolitros dos produtores italianos, mas chegam para repor um pouco do seu orgulho ferido.
Embora ainda sem dados para a produção do ano passado na China e Rússia, a OIV prevê que, à excepção dos dois países já citados acima, todos os outros principais produtores mundiais de vinho mantenham as posições relativas que ocupavam em 2008.
Produção Mundial em milhões de hectolitros em 2009, segundo dados da OIV:
1. França - 45,7
2. Itália - 45,5
3. Espanha - 34,2
4. Argentina - 13,9
6. Austrália - 11,7
7. China - 12,0 (dados de 2008)
8. África do Sul - 9,9
9. Alemanha - 9,4
10. Chile - 8,8
11. Rússia - 7,1 (dados de 2008)
12. Portugal - 6,1
O total da produção mundial deverá situar-se entre 262,8 e 273,1 milhões de hectolitros, o que considerando a média destes dois valores (268 milhões) a coloca num nível praticamente idêntico a 2007 (266,1 milhões) e 2008 (267,8 milhões).
Estes números estão muito aquém dos anos anteriores, pelo que os analistas advertem que o atual equilibrio de forças deverá ser modificado nos próximos anos, face a condições conjunturais, quer de ordem econômica, quer a nível climatérico.
Na verdade, os hábitos de consumo também estão a mudar. Enquanto na Europa, onde se produz e consome mais de 50% do vinho produzido no mundo, a tendência é para uma redução quer a nível de produção, quer de consumo, muitos outros mercados do globo caminham a passos largos para uma nova realidade.
Hoje em dia, já não só os Estados Unidos, onde o hábito de beber vinho aumenta a cada dia, mas também a China desponta como um novo mercado alvo a ser descoberto. A Índia, Brasil e Angola, onde uma feroz concorrência já se faz sentir, também não deverão ser descartados.
No Novo Mundo, os vinhos do Chile e da Argentina há anos que estão a ganhar terreno em termos de visibilidade no resto do mundo. Até mesmo produtores ainda modestos, embora em franco crescimento, como a Nova Zelândia, por exemplo, vêem os seus vinhos ganhar novas fronteiras.

Curso Básico de Vinhos na Di Vino Adega & Empório
Que turma fantástica esta.. Sabiam que até já tenho saudades das nossas “serenatas” de sextas?
De fato, foram três noites bem intensas, que tive o prazer de compartilhar com todos vós.
Relembrando a primeira aula, começámos por definir o que era o Vinho, abordámos alguns aspectos históricos, a sua importância na sociedade e as tendências internacionais de plantação, produção e consumo. Verificámos, também, as principais diferenças entre Novo e Velho Mundo, entrando no Mundo Vitivinícola de cada país, como Chile, Argentina, Estados Unidos da América (Califórnia), África do Sul, Austrália, Nova Zelândia (Novo Mundo) e França, Itália, Portugal, Espanha e Alemanha (Velho Mundo).
Os vinhos escolhidos para análise sensorial foram:
Vinho Verde Adega Cooperativa de Amarante Branco 2007
Marson Reserva Ancelota 2003
Morandé Pionero Carmenère 2007
Vinhos estes já comentados anteriormente no blog.
Foram, ainda, degustados os vinhos: Casa de Sarmento Vinho Regional Alentejano 2006 e o Isla Negra Cabernet Sauvignon/Merlot 2007
Na segunda aula começamos por assistir um video das Regiões Vitivinícolas do Brasil, falámos das diferenças entre a espécie Vitis Vinifera e as demais espécies Vitis, abordámos as variedades de uva internacionais, como as brancas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling e as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Syrah, entre outras tantas.
O conceito de Terroir, bem como as principais limitações para o cultivo da vinha (influências e limitações geo-climáticas) foram, também, abordados. Posteriormente, foram classificados os diversos tipos de vinhos, como frisantes, espumantes, tintos, brancos, rosés e os demais vinhos de sobremesa (fortificados e licorosos), explicando-se também os seus diversos processos de vinificação e estabilização. Finalmente, as principais diferenças entre os processos de amadurecimento e envelhecimento (madeira vs. garrafa), que o vinho sofre ao longo do tempo, foram desvendadas.
Nesta segunda aula tivemos o prazer de degustar o Espumante Brut Marson Méthode Charmat, Casa de Sarmento Trincadeira 2006 e o Altos Las Hormigas Malbec 2008, para além de outros tantos vinhos bem harmonizados com o coquetel que o Chef Henrique Aquino teve a gentileza de elaborar.
Já na terceira e última aula começámos por discutir os princípios de degustação, os sentidos utilizados na Análise Sensorial, os critérios para apreciação e prova de vinhos, bem como os sabores elementares, procedendo-se também à classificação dos aromas do vinho.
Outros capítulos abordados neste curso foram a guerra das rolhas (cortiça vs. sintética), o serviço do vinho (acessórios, temperatura e decantação), a interpretação do rótulo e contra-rótulo e armazenamento e guarda (condições ideais para a conservação do vinho). Finalmente, foram abordadas algumas noções de harmonização eno-gastronómicas.
Nesta aula foram devidamente avaliados os seguintes vinhos:
Morandé Reserva Sauvignon Blanc 2007
Veo Grande Reserva Cabernet Sauvignon 2008
Veo Grande Reserva Cabernet/Syrah 2008
Todos eles com ótima relação qualidade/preço.
Mas, ficou uma dúvida no final… Qual é, então, a diferença entre os dois Veos? Alguém arrisca uma sugestão?
Após a análise destes vinhos fomos, mais uma vez, contemplados com um maravilhoso coquetel preparado pelo Chef Henrique Aquino, que nos acompanhou durante as três aulas do curso. Coquetel este, que como não podia deixar de ser, bem regado com outros tantos vinhos!
O Marcos ainda teve a sorte de ser sorteado com um Bordeaux, apesar de já ter nomeado o Sr. Álvaro (o aluno mais dedicado que tive até hoje) como contemplado. Sem dúvida, um gesto nobre que teve ao me pedir que fizesse o sorteio!
No final do curso fiz, ainda, questão de brindármos à sua conclusão com um ótimo espumante argentino, o Finca Fiorella Demi Sec! Tchim, tchim.. “À nossa”!!
Notas de prova
Vinho Verde Adega Cooperativa de Amarante Branco 2007
Produtor: Vercoope - Adega Cooperativa de Amarante
Região: Vinhos Verdes (Minho), Portugal
Sub-Região: Amarante
Castas: Azal e Pedernã
Teor Alcoólico: 9,5% vol.
Notas de prova: De aspecto brilhante e cor amarelo-palha, este vinho verde é medianamente alcoólico, com 9,5% vol. e ligeiramente acídulo, graças ao gás carbonico que lhe confere frescura e um toque de subtileza.
Elaborado com as castas Azal e Pedernã, também denominada Arinto, é um vinho harmonioso, com aromas delicados e frutados e que expressa as suas características varietais. É elegante e leve, uma companhia perfeita para as tardes de Verão que se avizinham.

Marson Reserva Ancelota 2003
Produtor: Vinhos Marson
Região: Serra Gaúcha, Brasil
Castas: Ancelota
Teor Alcoólico: 12,3% vol.
Notas de Prova: De cor grená e com um certo halo de evolução, este Ancelota (variedade italiana, oriunda da Emiglia Romana) possui boa fluidez.
Possui um intenso e persistente aroma a especiarias (pimenta) e frutas vermelhas bem maduras, onde sobressaem certas notas de água de azeitonas. Na boca revela uma acidez balanceada, taninos já domados e um retrogosto persistente. É um vinho evoluído que merece ser degustado pelo fato de ser diferente dos demais que estamos habituados.

Morandé Pionero Carmenère 2007
Produtor: Viña Morandé
Região: Valle del Maipo, Chile
Castas: Carmenère
Teor Alcoólico: 14,0% vol.
Notas de Prova: Vinho limpo, de intensidade profunda e cor vermelha púrpura intensa e densa. No nariz, denota-se logo à partida, o seu elevado teor alcoólico, pelo que necessita de ser decantado. Após decantação, este Carmenère revela certas notas herbáceas, terrosas e amadeiradas, chocolate e frutas vermelhas, como amora e cereja.
Na boca demonstra fraca adstringência, de taninos suaves e boa persistência, com retrogosto predominante de frutas vermelhas, especiarias e notas tostadas de madeira, com ligeiras nuances de menta e eucalipto.
É um vinho jovem, com ótima relação qualidade/preço.







