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Arquivo da categoria ‘DOC Dão’

A minha pátria - Região do Dão

A Região do Dão, disposta no centro-norte de Portugal, tem uma superfície geográfica de cerca de 376.000 hectares, mas só em cerca de 20.000 ha se encontra vinha numa cadeia de afortunadas coincidências geográficas, que se desenvolve em circunstâncias específicas.

Tal como acontece com todas as grandes regiões nobres do Mundo, a Região do Dão tem encepamento obrigatório. De fato, as castas são um fator preponderante. Em conjugação com a natureza dos solos, as condições edafo-climáticas e o empenho do homem, estas contribuem grandemente para a definição do carácter e qualidade dos vinhos, razão pela qual os melhores vinhos DOC Dão são produzidos com as castas recomendadas para a região:
Castas Tintas: Alfrocheiro, Alvarelhão, Aragonês (Tinta Roriz), Bastardo, Jaen, Rufete, Tinto Cão, Touriga Nacional e Trincadeira (Tinta Amarela).
Castas tintas utilizadas na elaboração do DOC Dão com designação “Nobre”
Touriga Nacional num mínimo de 15%, Alfrocheiro, Tinta Roriz, Jaen e Rufete, no conjunto ou em separado, até 85%.
Castas Brancas: Barcelo, Bical, Cercial, Encruzado, Malvasia Fina, Rabo de Ovelha, Terrantez, Uva Cão e Verdelho.
Castas brancas utilizadas na elaboração do DOC Dão com designação “Nobre”: Encruzado num mínimo de 15%, Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho, no conjunto ou em separado, até 85%.

Vinhas do D  o - Vinhas do D  o

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Portugal e suas Regiões Vitivinícolas

Há muitos séculos atrás, Portugal, país de longa tradição vinícola, iniciou a sua história com a implantação da vinicultura pelos romanos.

Apesar de ser um país com apenas 590 km de comprimento e 200 de largura, ocupa o 14º lugar na produção mundial de vinhos. Neste país à beira mar plantado crescem mais de 230 variedades de uva, muitas delas antigas e raras, muito provavelmente trazidas para Portugal pelos fenícios, diretamente do Médio Oriente.

Mais do que qualquer outro país europeu, Portugal permaneceu arraigado às suas tradições. De fato, a vitivinicultura portuguesa demorou a evoluir tecnologicamente, contudo nas últimas duas décadas, como consequência do importante desenvolvimento económico, político e social do país, a vitivinicultura portuguesa experimentou grande evolução, particularmente no campo tecnológico. Fato importante é que esta modernização foi realizada sem descartar os aspectos tradicionais positivos, como por exemplo, a utilização de variedades de uvas autóctones e tradicionais. Com ajuda da tecnologia, estas castas, que antes originavam vinhos de qualidade inferior, passaram a originar grandes vinhos, com o aperfeiçoamento das suas características ímpares.
Portugal enfrenta, assim, a globalização de estilos e preferências de consumo, investindo na preservação das características e tradições dos seus vinhos.

Nos últimos anos, com a adesão na CE (Comunidade Europeia), em 1986, o vinho português ampliou a sua qualidade e visibilidade internacionais, conquistando uma posição merecida pela qualidade e diversidade dos seus vinhos. Diversos enólogos portugueses despontam como artistas no cenário mundial, com vários rótulos Top, ganhando prestígio internacional.

De fato, a indústria portuguesa de vinhos teve que se reestruturar dramaticamente. O Douro, Região delimitada em 1756, e as demais outras trinta e nove das cinquenta e cinco Regiões Vitivinícolas de Portugal são hoje consideradas como Denominações de Origem Controlada (DOC). A legislação DOC de Portugal é semelhante às leis de Appéllation d’Origine Contrôlée da França.
Os vinhos DOC deverão, então, atender a exigências rigorosas, estabelecidas pelo Instituto da Vinha e do Vinho, bem como por numerosas comissões locais. As exigências em relação às Regiões Vinícolas estipulam o total de hectares que podem ser plantados, a variedade de uva, o rendimento máximo, o método de vinificação, o período mínimo de envelhecimento dos vinhos, assim como as informações que deverão constar no rótulo. De fato, a maioria dos Vinhos Portugueses são denominados segundo a área geográfica de onde provêm – Douro, Dão, Bairrada, Alentejo, etc. No entanto, alguns vinhos também são rotulados de acordo com a casta, devendo respeitar o percentual mínimo, de 85 %, isto é, quando a variedade de uva é mencionada no rótulo, pelo menos 85 % das uvas desse mesmo vinho deverão ser dessa mesma variedade.

Mas, qual o meu espanto, quando soube que…
…duas dessas regiões vitivinícolas passaram a ser agora designadas de um modo diferente. O vinho regional - classificação dada a vinhos de mesa com Indicação Geográfica, tratando-se, também, de vinhos produzidos numa região específica de produção e elaborados com no mínimo 85% de uvas provenientes da mesma região e de castas identificadas como recomendadas e autorizadas - que antes era produzido na Região da Estremadura (Vinho Regional Estremadura) passou a ser designado de Vinho Regional Lisboa e o Vinho Regional Ribatejano passou a ser denominado de Vinho Regional Tejo.
De fato, esta alteração tem uma explicação lógica. O VR Estremadura, que agora passou a ser designado por VR Lisboa, deve-se ao fato desta região vitivinícola fazer fronteira direta com a capital portuguesa (Lisboa) e VR Ribatejo, que passou a denominar-se de VR Tejo, deriva do fato de o Rio Tejo banhar esta região e ter uma enorme importância na geografia portuguesa, servindo como canal de transporte de produtos no mercado português.

portugal mapa - portugal mapa

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