Blog da Inês

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Curso Básico de Vinhos na Di Vino Adega & Empório

Que turma fantástica esta.. Sabiam que até já tenho saudades das nossas “serenatas” de sextas?
De fato, foram três noites bem intensas, que tive o prazer de compartilhar com todos vós.

Relembrando a primeira aula, começámos por definir o que era o Vinho, abordámos alguns aspectos históricos, a sua importância na sociedade e as tendências internacionais de plantação, produção e consumo. Verificámos, também, as principais diferenças entre Novo e Velho Mundo, entrando no Mundo Vitivinícola de cada país, como Chile, Argentina, Estados Unidos da América (Califórnia), África do Sul, Austrália, Nova Zelândia (Novo Mundo) e França, Itália, Portugal, Espanha e Alemanha (Velho Mundo).
Os vinhos escolhidos para análise sensorial foram:
Vinho Verde Adega Cooperativa de Amarante Branco 2007
Marson Reserva Ancelota 2003
Morandé Pionero Carmenère 2007
Vinhos estes já comentados anteriormente no blog.
Foram, ainda, degustados os vinhos: Casa de Sarmento Vinho Regional Alentejano 2006 e o Isla Negra Cabernet Sauvignon/Merlot 2007

Na segunda aula começamos por assistir um video das Regiões Vitivinícolas do Brasil, falámos das diferenças entre a espécie Vitis Vinifera e as demais espécies Vitis, abordámos as variedades de uva internacionais, como as brancas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling e as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Syrah, entre outras tantas.
O conceito de Terroir, bem como as principais limitações para o cultivo da vinha (influências e limitações geo-climáticas) foram, também, abordados. Posteriormente, foram classificados os diversos tipos de vinhos, como frisantes, espumantes, tintos, brancos, rosés e os demais vinhos de sobremesa (fortificados e licorosos), explicando-se também os seus diversos processos de vinificação e estabilização. Finalmente, as principais diferenças entre os processos de amadurecimento e envelhecimento (madeira vs. garrafa), que o vinho sofre ao longo do tempo, foram desvendadas.
Nesta segunda aula tivemos o prazer de degustar o Espumante Brut Marson Méthode Charmat, Casa de Sarmento Trincadeira 2006 e o Altos Las Hormigas Malbec 2008, para além de outros tantos vinhos bem harmonizados com o coquetel que o Chef Henrique Aquino teve a gentileza de elaborar.

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Já na terceira e última aula começámos por discutir os princípios de degustação, os sentidos utilizados na Análise Sensorial, os critérios para apreciação e prova de vinhos, bem como os sabores elementares, procedendo-se também à classificação dos aromas do vinho.

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Outros capítulos abordados neste curso foram a guerra das rolhas (cortiça vs. sintética), o serviço do vinho (acessórios, temperatura e decantação), a interpretação do rótulo e contra-rótulo e armazenamento e guarda (condições ideais para a conservação do vinho). Finalmente, foram abordadas algumas noções de harmonização eno-gastronómicas.

Nesta aula foram devidamente avaliados os seguintes vinhos:
Morandé Reserva Sauvignon Blanc 2007
Veo Grande Reserva Cabernet Sauvignon 2008
Veo Grande Reserva Cabernet/Syrah 2008
Todos eles com ótima relação qualidade/preço.
Mas, ficou uma dúvida no final… Qual é, então, a diferença entre os dois Veos? Alguém arrisca uma sugestão?

Após a análise destes vinhos fomos, mais uma vez, contemplados com um maravilhoso coquetel preparado pelo Chef Henrique Aquino, que nos acompanhou durante as três aulas do curso. Coquetel este, que como não podia deixar de ser, bem regado com outros tantos vinhos!
O Marcos ainda teve a sorte de ser sorteado com um Bordeaux, apesar de já ter nomeado o Sr. Álvaro (o aluno mais dedicado que tive até hoje) como contemplado. Sem dúvida, um gesto nobre que teve ao me pedir que fizesse o sorteio!
No final do curso fiz, ainda, questão de brindármos à sua conclusão com um ótimo espumante argentino, o Finca Fiorella Demi Sec! Tchim, tchim.. “À nossa”!!

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Degustação de Vinhos Portugueses da Importadora Sabor Luzitano

Terça passada realizei uma palestra, representando a Importadora Sabor Luzitano, na Enoteca e Cantina Matterello. Foi uma noite bem agradável, na companhia de todos aqueles que estiveram presentes, para degustar os deliciosos vinhos lusos que esta Importadora nos trouxe de além mar.

Os quatros vinhos degustados são oriundos das Beiras, mais propriamente da Região Demarcada da Bairrada, região cuja Denominação de Origem foi oficialmente reconhecida em Dezembro de 1979.

Começamos pelo Sarmentinho Branco Adamado, constituído pelas castas Moscatel e Chardonnay. Vinho límpido de cor cítrica com reflexos palha, apresenta um aroma exuberante, realçando as suas características varietais. Da Moscatel é evidenciado o seu aroma adocicado e da Chardonnay a sua frescura e exuberância aromáticas, bem como a sua finesse. Este Sarmentinho possui um aroma jovem, com notas cítricas e toques florais, que proporcionam um paladar requintado. É um vinho de acidez equilibrada, medianamente alcoólico, com 12,5% vol., que possui um final refrescante, companhia ideal para estas tardes quentes de Verão.

Em seguida, provámos o Casa de Sarmento Merlot 2004. Vinho limpo, de cor rubi violácea e com ligeiras nuances acastanhadas. No nariz denotou-se alguma complexidade, apresentando notas de frutas vermelhas bem maduras. No palato apresentou-se ligeiramente encorpado, com 13,0% vol., redondo, de taninos não muito agressivos e de média acidez. É um vinho honesto, sem defeitos, que culmina com um final longo e persistente.

O Casa de Sarmento Touriga Nacional 2004 veio a seguir. De cor rubi violácea e com um halo de evolução, este Touriga Nacional apresentou-se harmonioso, de estrutura sólida, com aroma intenso a frutos silvestres, com notas de caruma e de café. É um vinho encorpado, apesar do seu teor alcoólico ser de apenas 12,5% vol. e de taninos robustos e aveludados, atributos da grande personalidade desta casta. Apresenta um final de boca longo e persistente.

Finalmente, tivemos o previlégio de degustar o Casa de Sarmento Cabernet Sauvignon 2004. Este vinho monovarietal apresenta uma coloração rubi violácea, com nuances bastante intensas. Elaborado com a casta Cabernet Sauvignon, variedade de grande adaptabilidade e concentração de taninos que, por seu turno, garantem corpo, estrutura, longevidade e expressão em vinhos tintos, destaca-se pelos seus traços de aroma a cedro e frutas vermelhas bem maduras, entrelaçados com os sabores aveludados e suculentos da fruta. Apresenta-se com um teor alcoólico de 12,5% vol., sendo um vinho equilibrado e encorpado, de taninos redondos, com um persistente final de boca.

Agora, teremos que esperar por uma próxima, pois os outros vinhos desta Importadora também merecem destaque.

Proponho, então, um brinde.. “À nossa, tchim, tchim!”

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O Auge da Degustação - Queijo & Vinho

Sabendo de antemão que o imaginário gastronómico não é apenas a antecipação do sabor, mas também a expectativa do ambiente, da companhia ou até mesmo da música, o pico máximo da degustação ocorre quando o imaginário gastronómico se encontra com o prazer efetivo na prova. De fato, todos nós ainda não tivemos a oportunidade de provar diversas iguarias que figuram no nosso imaginário gastronómico, que temos a certeza que devem ser um sonho e que um dia adoraríamos experimentar.

Pensando num alimento que agrada a grande maioria do público, o queijo, tentaremos entender a razão pela qual o imaginário gastronómico se aproxima tanto do prazer real quando o saboreamos e, em especial, na companhia de um bom vinho.
Existe, definitivamente, algo mais do que apenas um hábito. A boca não é ingénua, nem se deixa convencer (apenas) pelo imaginário gastronómico, para além de que queijo e vinho se identificam como um tempo de paragem no quotidiano enquanto se saboreia e bebe. Além disso, é eminentemente um prazer social, existindo mesmo uma relação histórica entre a pastorícia, o queijo, o vinho tinto e o pão, embora radique num preconceito a associação preferencial do queijo ao vinho tinto.
De fato, os taninos, mais pronunciados em vinhos novos, perdem-se geralmente com a acidez e a gordura do queijo. Por este motivo, aconselha-se que um vinho tinto novo, de taninos robustos, não seja provado com um queijo igualmente forte e novo.
Todavia, a História poderá comprovar que, em tempos idos, era com vinho tinto, mas já com uma certa idade, que se acompanhava o queijo, criando-se deste modo um equilíbrio imenso, pois o vinho terá entretanto adquirido aromas terciários e um “bouquet”, que se harmonizam com o queijo de um modo inebriante.
A verdade é que existem outras combinações, aparentemente mais adequadas. Em termos gerais, a ligação do queijo ao vinho branco com certa idade é a ideal. Por exemplo, quando juntamos um queijo untuoso e picante, com uma certa cura, a um vinho branco mais velho. (Harmonização por semelhança)
Um outro exemplo é a harmonização de Stilton, queijo que foi buscar a sua designação à homónima aldeia britânica e que remonta ao século XI, com um Vintage, pelo açúcar do Porto e pela força do álcool. (Harmonização por contraste)
Já um mecanismo mais complicado será o de apreciar um espumante com queijo, provavelmente algum de pasta mole, de leite de vaca, embora se trate de uma ligação que pode surpreender.

Deste modo, dever-se-á reter, sobretudo, que os casamentos se fazem por complementaridade ou contraste, mas nunca por indiferença ou anulação. Contudo, não deverão existir demasiadas regras, ou correremos o risco de não aceitar desafios que nos possam levar mais longe na descoberta das combinações ideais.

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Degustações Verticais “by me”…

As degustações verticais estão, de fato, a tornar-se cada vez mais frequentes. Este tipo de degustação permite-nos constatar diversos parâmetros, como é o caso do efeito do clima de cada ano nos vinhos e os efeitos do envelhecimento em cada garrafa.

O vinho é, realmente, um dos poucos alimentos que poderá ser consumido muitos anos após a sua fabricação. Porém, este néctar encontra-se em constante alteração, pelo que o momento exato de abrir uma garrafa é incerto. A única maneira de constatar se um vinho está ainda em bom estado (sem oxidação ou contaminações microbiológicas) ou imaturo, isto é, que ainda não atingiu o seu auge, que ainda não demonstrou verdadeiramente as suas potencialidades, é o ato de o provar.

Nas degustações verticais poderemos então verificar a variação de temperaturas de um ano para o outro, o índice pluviométrico, no caso de anos que há mais incidência de chuvas ou até mesmo de um ano chuvoso ou com seca acentuada no momento da colheita das uvas. Todas estas variantes ficam, deste modo, evidentes numa degustação vertical.

Por esta razão, muitos dos tão afamados vinhos, como é o caso do vinho português “Barca Velha”, são apenas elaborados em anos em que as condições edafo-climáticas são excepcionais, de modo a garantir a qualidade do vinho.

Um grande abraço da Inês!!

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Harmonização com Vinhos Portugueses da Importadora Sabor Luzitano na SBAV-SP

Foto SBAV

Gostaria de deixar aqui o meu agradecimento ao pessoal da importadora Sabor Luzitano pelo convite ao agradável jantar harmonizado realizado ontem (24/03/2009) na sede da SBAV (Sociedade Brasileira de Amigos do Vinho) em São Paulo.

Os vinhos degustados foram:

1) Vinho Verde de Amarante
2) Espumante Casa de Sarmento Tinto Bruto
2) Casa de Sarmento Trincadeira
3) Casa de Sarmento Merlot
5) Grande Escolha Beiras
6) Grande Escolha Alentejo

Destes seis vinhos degustados, saliento dois: o Grande Escolha Beiras e o Grande Escolha Alentejo. Dois vinhos distintos, embora de grande qualidade. O primeiro, o Grande Escolha Beiras encontra-se no seu auge de maturidade, enquanto o outro recomendo vivamente a sua guarda, uma vez que é um vinho com potencial de envelhecimento.

Mais informações no site da SBAV: http://www.sbav-sp.com.br/degustacoes.asp?cod_degus=98.

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Perfil dos Vinhos Degustados

Mirador Selection Chardonnay 2006
Vinho: Mirador Selection
Variedade de Uva: Chardonnay
Ano Colheita: 2006
Produtor: William Cole Vineyards
País: Chile
Região de Origem: Vale de Casablanca
Teor Alcoólico: 13,9%
Preço: R$ 45 na Di Vino

Vinho de aspeto limpo, intensidade média, que possui uma cor amarelo-palha, apresentando certos reflexos esverdeados.
Destacou-se mais no aroma, intenso, com notas cítricas e de frutas tropicais, como abacaxi e manga. Vinho que expressa as suas características varietais. Na boca demonstra ser um vinho fresco, com boa acidez. Não muito concentrado, ligeiro, porém um vinho vivo e fácil de beber. Numa avaliação final, o seu teor alcoólico é notoriamente destacado, denotando-se um ligeiro toque amargo. Médio final de boca.

Salton Talento Sabernet Sauvignon, Merlot e Tannat 2005
Vinho: Salton Talento
Variedade de Uva: 60% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 10% Tannat
Ano Colheita: 2005
Produtor: Luciano Salton
País: Brasil
Região de Origem: Tuiuty – Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul
Teor Alcoólico: 13%
Preço: R$ 65 na Di Vino

Vinho limpo, sem defeitos, de cor púrpura intensa. No nariz é um pouco fechado, mas após agitação revela notas de chocolate, tabaco e café, sentindo-se também a presença de frutas vermelhas e até mesmo de notas vegetais, como cedro. Na boca é elegante, concentrado, com pronunciada intensidade de fruta, encorpado, de taninos suaves e volumosos. Apresenta um final persistente e harmonioso.
Vinho evoluído, com potencial de envelhecimento.

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