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Comercialização de vinhos do Rio Grande do Sul em alta
Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a comercialização de vinhos elaborados no Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 90% da produção nacional, alcançou um crescimento de 12%, em 2009, no Brasil. Conforme levantamento do Ibravin, foram vendidos 240 milhões de litros de vinhos finos e de mesa de Janeiro a Dezembro do ano passado, contra 214,5 milhões de litros em 2008.
O incremento de vinhos finos tintos foi ainda maior, com a colocação de 13 milhões de litros, sofrendo, portanto, um aumento de 14,6%.
A comercialização de vinhos espumantes também cresceu, cerca de 18%, comparativamente a 2008. Os espumantes moscatéis tiveram um incremento nas vendas ainda mais expressivo, de 31%, já os vinhos frisantes cresceram 127%.
Segundo o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani, o ano passado representa uma virada positiva para o setor vitivinícola brasileiro.
Carlos Raimundo afirma que “no início do ano, a nossa meta era estancar o ritmo de queda nas vendas que vínhamos sofrendo desde 2005”. “Os resultados positivos são animadores e mostram que o setor deve continuar a investir na promoção de vendas e no convencimento dos consumidores de que a qualidade dos vinhos nacionais está em constante evolução”, avalia.

Curso Básico de Vinhos na Di Vino Adega & Empório
Que turma fantástica esta.. Sabiam que até já tenho saudades das nossas “serenatas” de sextas?
De fato, foram três noites bem intensas, que tive o prazer de compartilhar com todos vós.
Relembrando a primeira aula, começámos por definir o que era o Vinho, abordámos alguns aspectos históricos, a sua importância na sociedade e as tendências internacionais de plantação, produção e consumo. Verificámos, também, as principais diferenças entre Novo e Velho Mundo, entrando no Mundo Vitivinícola de cada país, como Chile, Argentina, Estados Unidos da América (Califórnia), África do Sul, Austrália, Nova Zelândia (Novo Mundo) e França, Itália, Portugal, Espanha e Alemanha (Velho Mundo).
Os vinhos escolhidos para análise sensorial foram:
Vinho Verde Adega Cooperativa de Amarante Branco 2007
Marson Reserva Ancelota 2003
Morandé Pionero Carmenère 2007
Vinhos estes já comentados anteriormente no blog.
Foram, ainda, degustados os vinhos: Casa de Sarmento Vinho Regional Alentejano 2006 e o Isla Negra Cabernet Sauvignon/Merlot 2007
Na segunda aula começamos por assistir um video das Regiões Vitivinícolas do Brasil, falámos das diferenças entre a espécie Vitis Vinifera e as demais espécies Vitis, abordámos as variedades de uva internacionais, como as brancas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling e as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Syrah, entre outras tantas.
O conceito de Terroir, bem como as principais limitações para o cultivo da vinha (influências e limitações geo-climáticas) foram, também, abordados. Posteriormente, foram classificados os diversos tipos de vinhos, como frisantes, espumantes, tintos, brancos, rosés e os demais vinhos de sobremesa (fortificados e licorosos), explicando-se também os seus diversos processos de vinificação e estabilização. Finalmente, as principais diferenças entre os processos de amadurecimento e envelhecimento (madeira vs. garrafa), que o vinho sofre ao longo do tempo, foram desvendadas.
Nesta segunda aula tivemos o prazer de degustar o Espumante Brut Marson Méthode Charmat, Casa de Sarmento Trincadeira 2006 e o Altos Las Hormigas Malbec 2008, para além de outros tantos vinhos bem harmonizados com o coquetel que o Chef Henrique Aquino teve a gentileza de elaborar.
Já na terceira e última aula começámos por discutir os princípios de degustação, os sentidos utilizados na Análise Sensorial, os critérios para apreciação e prova de vinhos, bem como os sabores elementares, procedendo-se também à classificação dos aromas do vinho.
Outros capítulos abordados neste curso foram a guerra das rolhas (cortiça vs. sintética), o serviço do vinho (acessórios, temperatura e decantação), a interpretação do rótulo e contra-rótulo e armazenamento e guarda (condições ideais para a conservação do vinho). Finalmente, foram abordadas algumas noções de harmonização eno-gastronómicas.
Nesta aula foram devidamente avaliados os seguintes vinhos:
Morandé Reserva Sauvignon Blanc 2007
Veo Grande Reserva Cabernet Sauvignon 2008
Veo Grande Reserva Cabernet/Syrah 2008
Todos eles com ótima relação qualidade/preço.
Mas, ficou uma dúvida no final… Qual é, então, a diferença entre os dois Veos? Alguém arrisca uma sugestão?
Após a análise destes vinhos fomos, mais uma vez, contemplados com um maravilhoso coquetel preparado pelo Chef Henrique Aquino, que nos acompanhou durante as três aulas do curso. Coquetel este, que como não podia deixar de ser, bem regado com outros tantos vinhos!
O Marcos ainda teve a sorte de ser sorteado com um Bordeaux, apesar de já ter nomeado o Sr. Álvaro (o aluno mais dedicado que tive até hoje) como contemplado. Sem dúvida, um gesto nobre que teve ao me pedir que fizesse o sorteio!
No final do curso fiz, ainda, questão de brindármos à sua conclusão com um ótimo espumante argentino, o Finca Fiorella Demi Sec! Tchim, tchim.. “À nossa”!!
Notas de prova
Vinho Verde Adega Cooperativa de Amarante Branco 2007
Produtor: Vercoope - Adega Cooperativa de Amarante
Região: Vinhos Verdes (Minho), Portugal
Sub-Região: Amarante
Castas: Azal e Pedernã
Teor Alcoólico: 9,5% vol.
Notas de prova: De aspecto brilhante e cor amarelo-palha, este vinho verde é medianamente alcoólico, com 9,5% vol. e ligeiramente acídulo, graças ao gás carbonico que lhe confere frescura e um toque de subtileza.
Elaborado com as castas Azal e Pedernã, também denominada Arinto, é um vinho harmonioso, com aromas delicados e frutados e que expressa as suas características varietais. É elegante e leve, uma companhia perfeita para as tardes de Verão que se avizinham.

Marson Reserva Ancelota 2003
Produtor: Vinhos Marson
Região: Serra Gaúcha, Brasil
Castas: Ancelota
Teor Alcoólico: 12,3% vol.
Notas de Prova: De cor grená e com um certo halo de evolução, este Ancelota (variedade italiana, oriunda da Emiglia Romana) possui boa fluidez.
Possui um intenso e persistente aroma a especiarias (pimenta) e frutas vermelhas bem maduras, onde sobressaem certas notas de água de azeitonas. Na boca revela uma acidez balanceada, taninos já domados e um retrogosto persistente. É um vinho evoluído que merece ser degustado pelo fato de ser diferente dos demais que estamos habituados.

Morandé Pionero Carmenère 2007
Produtor: Viña Morandé
Região: Valle del Maipo, Chile
Castas: Carmenère
Teor Alcoólico: 14,0% vol.
Notas de Prova: Vinho limpo, de intensidade profunda e cor vermelha púrpura intensa e densa. No nariz, denota-se logo à partida, o seu elevado teor alcoólico, pelo que necessita de ser decantado. Após decantação, este Carmenère revela certas notas herbáceas, terrosas e amadeiradas, chocolate e frutas vermelhas, como amora e cereja.
Na boca demonstra fraca adstringência, de taninos suaves e boa persistência, com retrogosto predominante de frutas vermelhas, especiarias e notas tostadas de madeira, com ligeiras nuances de menta e eucalipto.
É um vinho jovem, com ótima relação qualidade/preço.

Investimento na Qualidade dos Vinhos Brasileiros
Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Pernambuco estão próximos de criar uma Rede Nacional de Ciência e Tecnologia de Vitivinicultura. O investimento previsto para este ano é de R$ 1,5 milhões, sendo R$ 1 milhão do Ministério da Ciência e Tecnologia e o restante de cada um dos três estados participantes.
A rede será um órgão de articulação para atrair recursos destinados ao investimento em pesquisa e modernização do setor vitivinícola no Brasil.
Realmente, o mercado de vinhos no Brasil está a atravessar um novo momento, já havendo até uma grande melhoria da qualidade dos seus produtos e uma notória qualificação das ofertas para o mercado.
De fato, o Brasil deverá avançar com propostas e/ou ações estratégicas para empresas do setor, de modo a se incrementar, cada vez mais, o consumo de vinho de qualidade no Brasil.
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Vinho: Mirador Selection
Variedade de Uva: Chardonnay
Ano Colheita: 2006
Produtor: William Cole Vineyards
País: Chile
Região de Origem: Vale de Casablanca
Teor Alcoólico: 13,9%
Preço: R$ 45 na Di Vino
Vinho de aspeto limpo, intensidade média, que possui uma cor amarelo-palha, apresentando certos reflexos esverdeados.
Destacou-se mais no aroma, intenso, com notas cítricas e de frutas tropicais, como abacaxi e manga. Vinho que expressa as suas características varietais. Na boca demonstra ser um vinho fresco, com boa acidez. Não muito concentrado, ligeiro, porém um vinho vivo e fácil de beber. Numa avaliação final, o seu teor alcoólico é notoriamente destacado, denotando-se um ligeiro toque amargo. Médio final de boca.

Vinho: Salton Talento
Variedade de Uva: 60% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 10% Tannat
Ano Colheita: 2005
Produtor: Luciano Salton
País: Brasil
Região de Origem: Tuiuty – Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul
Teor Alcoólico: 13%
Preço: R$ 65 na Di Vino
Vinho limpo, sem defeitos, de cor púrpura intensa. No nariz é um pouco fechado, mas após agitação revela notas de chocolate, tabaco e café, sentindo-se também a presença de frutas vermelhas e até mesmo de notas vegetais, como cedro. Na boca é elegante, concentrado, com pronunciada intensidade de fruta, encorpado, de taninos suaves e volumosos. Apresenta um final persistente e harmonioso.
Vinho evoluído, com potencial de envelhecimento.






