Blog da Inês

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“ATM Machines” para Vinhos

Recentemente foram instaladas, nos EUA, diversas máquinas “self-service” de vinhos (Pronto - Fine Wines & Good Spirits), com o intuito de dar uma maior comodidade aos consumidores americanos.
Porém, todo este processo encontra-se dentro das rígidas leis que vigoram nos Estados Unidos, no sentido em que a venda apenas será liberada para maiores de 21 anos. Todas as pessoas que queiram comprar vinho nestas máquinas terão, deste modo, que apresentar a sua carteira de identidade, bem como se submeter a um sensor, que medirá se a pessoa em questão já se encontra sob efeito de álcool. Caso se encontre “dentro dos padrões” poderá, então, inserir dinheiro ou o seu cartão de crédito na máquina e assim obter o vinho da sua preferência, disponível neste tipo de máquinas.

Só mesmo os americanos para surgirem com uma ideia destas, hem? ;O)

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Curso Básico de Vinhos em Campinas

Após esta tão grande ausência, vos escrevo para agradecer a vossa presença no primeiro Curso Básico de Vinhos organizado pela Viavitis, realizado em Campinas, no Armazém Gourmet.
Como sabem estive todo este passado mês de férias na “terrinha” e, como as saudades eram tantas nem deu tempo para vos escrever. Mas como diz o velho ditado, “mais vale tarde do que nunca”, certo?

O Curso, realizado nos três últimos sábados do mês de maio, foi sem dúvida bastante marcante, tanto pelo fato do ambiente gerado, assim como pela dinâmica do grupo.
Começámos por esclarecer o que, de fato, é o vinho e os seus aspectos históricos e sociais, passando pela análise do panorama vitivinícola mundial e tendências internacionais de consumo. Descrevemos o Novo e Velho Mundo, dando ênfase aos países tradicionalmente vitícolas, a velha Europa, bem como aos países que nestes últimos anos se têm vindo a destacar, como é o caso do Chile, Argentina, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e até mesmo o Brasil.
Em seguida, passámos a descrever as diferenças entre as diversas espécies de uvas, assim como as principais variedades Vitis Vinifera existentes em todo o mundo. Definimos, também, o conceito de terroir e as principais limitações para o cultivo da vinha. Classificámos os diversos tipos de vinhos, bem como o seu processo de vinificação e estabilização, diferenciando os processos de amadurecimento e envelhecimento (madeira vs. garrafa) que o vinho se encontra sujeito.
Finalmente, na última aula, abordámos os princípios da degustação, os sentidos utilizados na análise sensorial e os critérios para apreciação e prova de vinhos. Definimos os quatro sabores elementares e classificámos os diversos aromas do vinho, com a ajuda da Caixa Le Nez du Vin, composta por 54 aromas primários, secundários e terciários.

Le Nez Du Vin - Le Nez Du Vin

Debatemos, ainda, o tema “A Guerra das Rolhas - Rolha de cortiça vs. Rolha sintética”, dando-se, também, destaque ao serviço do vinho, interpretação do rótulo e contra-rótulo, ao armazenamento e guarda e à harmonização eno-gastronômica.

No final de cada aula tivémos ainda a oportunidade de provar diferentes vinhos, de diversas nacionalidades, entre as quais chilena, argentina, franseca, portuguesa e italiana, para além de, no último dia o proprietário do espaço nos presentear a todos com um belo risoto.

P1060871 - P1060871

À nossa!! Espero vos reencontrar a todos muito em breve, principalmente aos “faltantes” da última aula! Rsrsrs

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Envelhecimento atípico dos vinhos brancos

Todo o vinho está sujeito a alterações aromáticas durante o seu envelhecimento. Porém, nem todos os vinhos “envelhecem bem”, podendo adquirir cheiros e sabores desagradáveis.

A perda gradual e inevitável dos atributos olfativos descritos como frutados, florais ou vegetais de um vinho branco jovem é acompanhada, numa segunda etapa, pelo aparecimento de novos parâmetros aromáticos, que correspondem ao envelhecimento típico. Chá preto, feno, palha, nozes, cogumelos e mel são alguns exemplos desses novos parâmetros, que na grande maioria dos casos se fazem acompanhar por uma progressiva intensificação dos componentes de amargura e adstringência no palato.
Todavia, alguns vinhos evoluem de um modo atípico, apresentando cheiros tão diversos como os que lembram naftalina, detergente, sabão, roupa suja ou cera, na ausência quase total de quaisquer atributos frutados, florais ou vegetais. São, regra geral, vinhos magros, de reduzido volume de boca, que devido à sua atipicidade olfativa, costumam ser rejeitados pelos organismos oficiais de controlo sensorial na maior parte dos países produtores.

Atipicidade vs Tipicidade   Vinhos Brancos - Atipicidade vs Tipicidade   Vinhos Brancos

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Vinho Verde ou Maduro?

Sabe-se que o Vinho Verde é um produto único em todo mundo, de espírito singular e inimitável, todavia muitos crêem que este tipo de vinho seja elaborado a partir de uvas não completamente maduras, verdes.
De fato, a imagem é comum, mesmo entre alguns apreciadores informados, mas não tem qualquer fundamento.
A designação Vinho Verde é atribuída a uma região vitivinícola portuguesa, tal como as regiões do Douro, Dão, Ribatejo ou Bairrada. Na verdade, a região ganhou o nome de Vinho Verde por ser a mais verde e húmida de Portugal, o Minho, e não pelas características das suas uvas ou cor dos seus vinhos, que poderão ser brancos, tintos ou rosados.

Contudo, não se admire se for a um restaurante ou bar em Portugal (principalmente no norte) e se deparar com uma carta de vinhos como esta…

Vinhos Verdes vs Vinhos Maduros 1 - Vinhos Verdes vs Vinhos Maduros 1

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Curso Básico de Vinhos na Di Vino Adega & Empório

Já com muitas saudades e nostalgia, confesso que as últimas três serenatas de sextas foram marcantes para mim e, espero que para todos os alunos presentes, em mais um Curso Básico de Vinhos, realizado na Di Vino Adega & Empório, Jundiaí.
Realmente, foram três noites bem didáticas, nas quais pude constatar que cada vez mais o público brasileiro se interessa realmente pela cultura do vinho neste país. De fato, não se preocupa apenas em beber o néctar, mas também entender o que está por detrás dele, as suas origens, o terroir, as variedades utilizadas, os possíveis métodos de elaboração, para além de outros tantos fatores.

Como não poderia deixar de ser, para além de uma parte teórica bem intensa, tivemos o prazer de degustar diversos rótulos, de diversos tipos, nacionalidades, castas e métodos de vinificação e estabilização distintos:

- Veo Grande Reserva Chardonnay/Viognier - Chile;
- Perpetuum Premium Merlot - Argentina;
- Tierra del Sol Reserva Carmenère - Chile;
- Passione - Itália;
- Finca La Martina Torrontés - Argentina;
- Casa Viva Pinot Noir - Chile;
- PaXis Caladoc/Tinta Roriz - Portugal;
- Vistandes Malbec - Argentina;
- Nekeas Tempranillo/Merlot - Espanha;
- Finca La Martina Cabernet Sauvignon - Argentina;
- Sophia - França;
- Cantaluna Cabernet Sauvignon - Chile;
- Chianti Leonardo - Itália;
- Monton Cadet - Baron Philippe de Rothscild (Bordeaux) - França;
- Late Harvest Tierruca - Chile.

No final da última aula, ainda tivemos a oportunidade de saborear, juntamente com o delicioso coquetel servido, o elegante espumante nacional Demi-Sec Branco, da Cave Pericó.

Copia di P1060867 - Copia di P1060867

“À NOSSA!”

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Vinhos portugueses são destaque no International Wine Challenge

Os vinhos portugueses conseguiram mais um feito naquele que é provavelmente o mais mediático concurso de vinhos do mundo, o International Wine Challenge, realizado em Londres. Nesta 27ª Edição, que contou com cerca de 10 mil amostras de vinhos e sakés, oriundas de 46 países, Portugal arrecadou 597 distinções - 35 Medalhas de Ouro, 145 Medalhas de Prata, 198 de Bronze e 219 Menções Honrosas. Este concurso internacional contou ainda com a presença de 356 degustadores.

Note que para se obter uma medalha de ouro, os vinhos têm que obter uma pontuação entre 95 a 100 pontos; 90 a 94 pontos, uma medalha de prata e 85 a 89 pontos uma de bronze. A menção “Commended” (Menção Honrosa) destina-se a vinhos entre 80 a 84 pontos.

Para mais informações, visite o site http://www.internationalwinechallenge.com/

International Wine Challenge 1 2 - International Wine Challenge 1 2

O grande diferencial deste evento é a tripla degustação a que os vinhos premiados se encontram sujeitos, o que garante realmente a qualidade do produto, o que, infelizmente, nem sempre acontece neste tipo de concursos.
De fato, nestes últimos anos, os concursos de vinho têm vindo a proliferar mundo afora, aumentando consequentemente o número de medalhas que um determinado vinho poderá receber. No fundo, para que essas medalhas realmente pudessem ter algum significado ou até mesmo servir de referência para os consumidores, ter-se-ia que primeiramente conhecer os critérios utilizados para a premiação, como por exemplo saber quais os outros vinhos que participaram na competição, o júri ou até mesmo as categorias avaliadas.
Como isto não se verifica na grande maioria dos concursos, poucas medalhas têm, portanto, real significado.

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Nova medição preconizada da quantidade de álcool no vinho

Vetro Wine 1 - Vetro Wine 1
Segundo Lucy Shaw, colunista da Revista Decanter, o importador e retalhista inglês Bottle Green irá lançar no mercado, um novo vinho de baixo teor alcoólico, tendo por nome Vetro. Este Lambrusco, de origem italiana, é produzido pelo produtor Medici Ermete, tendo apenas 4,0% v/v. Note que o teor alcoólico define o volume percentual de álcool existente no vinho. Por exemplo, a indicação 12% v/v significa que uma garrafa de volume padrão, de 750 mL, contém 90 mL (= 9 cL) de álcool etílico.
Esta notícia ocorre na mesma semana em que o Partido Conservador divulgou planos para acabar com o sistema de unidades utilizado para medir o consumo de álcool, no Reino Unido. Vetro fará, então, a sua estréia na London Wine Fair, ainda este mês. A gama irá incluir um vinho tinto, um branco e um rosé.
De fato, Vetro, para além de ter baixo teor alcoólico, será lançado, pela primeira vez no mercado, com uma indicação no rótulo de uma nova medição preconizada pelo governo inglês e pela campanha “Know Your Limits”, que visa informar o consumidor sobre a quantidade de álcool etílico presente no vinho e a sua influência no comportamento do consumidor.
Segundo o ministro da saúde inglês, Andrew Lansley, o governo irá alterar a rotulagem, na medida em que este atual sistema não ajuda os consumidores na compreensão da quantidade de álcool ingerido. Assim, os produtores seriam obrigados a colocar no rótulo o número real de álcool etílico contido em cada bebida, substituindo o atual sistema de unidades, que utiliza o percentual alcoólico. Lansley, afirmou ainda que esta medida irá “incentivar as pessoas a viver uma vida mais saudável”.

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Rótulo, a carteira de identidade dos vinhos

O consumidor desinformado geralmente compra vinhos baseando-se no preço, nome, país de origem, nas premiações que o vinho já obteve e até no design da garrafa e do rótulo. Não se preocupa em entender o rótulo, pois não sabe que ele é a carteira de identidade do vinho, revelando importantes informações como a marca, produtor, tipo, ano de colheita, teor alcoólico, castas utilizadas, país, região de origem, entre outras.

Elo de ligação entre a produção e o consumo, desde sempre teve particular importância para o mercado do vinho. De fato, o rótulo é fundamental, sendo um fator decisivo na hora de se escolher um ou outro vinho.

Um rótulo, por si só, garante-nos a legalidade do produto mas não obrigatoriamente a qualidade desejada. Por todo o mundo, a idoneidade e consistência do produtor é, de fato, o que assegura o produto. Contudo, num mercado de crescente concorrência, as novas marcas apostam tanto na apresentação do vinho como na sua feitura.
Mercê desta aposta muitos conseguem singrar no tortuoso caminho de cimentar uma nova marca de vinho. Nesta luta, os designativos especiais de qualidade têm vindo a adquirir um carácter algo promíscuo (muitos dos melhores vinhos não utilizam qualquer destes designativos), mas, ainda assim, continuam a assegurar uma melhoria de qualidade relativamente aos vinhos mais simples da mesma marca comercial - Superior, Escolha, Colheita Selecionada, Reserva, Grande Reserva, Garrafeira, entre outras designações - que auxiliam o consumidor a conhecer os melhores vinhos do produtor, mas é sobretudo com a prova e experimentação continuada que um determinado rótulo nos consegue transmitir a qualidade do vinho que está dentro da garrafa.

R  tulos - R  tulos

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TOP 10 - Expovinis Brasil 2010

Expovinis Brasil   2010 - Expovinis Brasil   2010

Apresentada em um novo espaço, no Expo Center Norte, a 14ª edição da maior feira da Améria Latina contou com cerca de 15 mil visitantes, 300 expositores e mais de 20 mil rótulos diferentes apresentados.

Desde a sua 10º edição, a Expovinis, elege seus “Top Ten”, concurso no qual são testados os melhores vinhos de dez categorias distintas - Espumante brasileiro, Espumante do mundo, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Brancos de outras castas, Rosado, Tinto brasileiro, Tinto Novo Mundo, Tinto Velho Mundo e Fortificados e Doces.

O predileto dos doze júris, na categoria “Espumantes Brasileiros“, que contou com 24 amostras, uma de Santa Catarina, duas de Petrolina e as restantes do Rio Grande do Sul, foi o Espumante Grand Legado Brut Champenoise, uma novidade, da empresa Wine Park, antiga Maison Forrestier.

Na categoria seguinte, “Espumantes do Mundo“, o premiado foi um italiano, de Trentino, o Ferrari Perle 2002, importado pela Decanter. Esta categoria contou apenas com 6 concorrentes, entre eles um Champagne, um Prosecco, um espumante argentino, um francês, um português e o vencedor, italiano.

O Sauvignon Blanc Yealands Estate 2009, da Nova Zelândia, foi o grande campeão da categoria “Sauvignon Blanc“, disputada por apenas 9 concorrentes.

Também com apenas 9 concorrentes, a categoria “Chardonnay” premiou como vencedor o nacional, de Santa Catarina, Chardonnay Villaggio Grando 2008.

Agregando vinhos brancos do mundo inteiro, incluindo do Brasil, exceto vinhos elaborados com as castas Chardonnay e Sauvignon Blanc, a categoria “Brancos de Outras Castas“, apresentou este ano 16 amostras, entre elas vinhos feitos com as variedades Riesling, Loureiro, Sémillon, Torrontés, Viognier, Gewürztraminer, Muscadet, Verdelho, Trebiano e Macabeo. Mais uma vez, o grande vencedor foi um Riesling australiano, o Mesh Riesling 2007 - Grosst-Hill Smith, de Eden Valley, importado pela KMM.

A categoria “Rosado“, também bastante concorrida, totalizou 15 participantes de várias nacionalidades, como França, Portugal, Brasil e Chile. Tal como nos anos anteriores, o grande eleito foi um francês, de Provence, o Chateau Pourcieux 2009, importado pela Cantu.

Na categoria “Tintos Brasileiros“, sempre bastante disputada, que este ano contou com 30 exemplares, o vencedor foi uma grande novidade da Miolo Wine Group, o Sesmarias 2008.

O chileno Morandé Grand Reserva Syrah 2005, importado pela Carvalhido, arrebatou o primeiro prémio da categoria “Tintos do Novo Mundo“, que apenas contou com amostras do Chile e da Argentina.

Já na categoria “Tintos do Velho Mundo“, que contou com 30 amostras de vinhos de alta qualidade, o grande vencedor foi, mais uma vez, um vinho da “terrinha”, o alentejano Herdade do Esporão Touriga Nacional 2007, importado pela Qualimpor.

Finalmente, na categoria “Fortificados e Doces”, o grande eleito, entre 8 jurados, foi o Madeira Justino’s Colheita 1995 - Justino Henrique, importado pela Porto a Porto. Nesta categoria, estavam representados majoritariamente vinhos de Portugal, quatro Portos e o grande vencedor da Madeira, sendo os restantes originários da França e do Chile.

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Vinho Verde

O Vinho Verde é único no mundo. Um vinho naturalmente leve e fresco, produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, no noroeste de Portugal, uma região costeira geograficamente bem localizada para a produção de excelentes vinhos brancos. Berço da carismática casta Alvarinho e produtora de vinhos de lote únicos, a Região dos Vinhos Verdes festejou em 2008 o centenário da sua demarcação.

Com baixo teor alcoólico, e portanto menos calórico, o Vinho Verde é um vinho frutado, fácil de beber, óptimo como aperitivo ou em harmonização com refeições leves e equilibradas: saladas, peixes, mariscos, carnes brancas, tapas, sushi, sashimi e outros pratos internacionais.

A flagrante tipicidade e originalidade destes vinhos é o resultado, por um lado, das características do solo, clima e factores sócio-económicos da Região dos Vinhos Verdes, e, por outro, das peculiaridades das castas autóctones da região e das formas de cultivo da vinha. Destes fatores resulta um vinho naturalmente leve e fresco, diferente dos restantes vinhos do mundo.

Segue vídeo para melhor compreensão:

Que saudades tenho do meu belíssimo país…

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