Arquivo de Julho de 2010
“ATM Machines” para Vinhos
Recentemente foram instaladas, nos EUA, diversas máquinas “self-service” de vinhos (Pronto - Fine Wines & Good Spirits), com o intuito de dar uma maior comodidade aos consumidores americanos.
Porém, todo este processo encontra-se dentro das rígidas leis que vigoram nos Estados Unidos, no sentido em que a venda apenas será liberada para maiores de 21 anos. Todas as pessoas que queiram comprar vinho nestas máquinas terão, deste modo, que apresentar a sua carteira de identidade, bem como se submeter a um sensor, que medirá se a pessoa em questão já se encontra sob efeito de álcool. Caso se encontre “dentro dos padrões” poderá, então, inserir dinheiro ou o seu cartão de crédito na máquina e assim obter o vinho da sua preferência, disponível neste tipo de máquinas.
Só mesmo os americanos para surgirem com uma ideia destas, hem? ;O)
Sem comentários »Curso Básico de Vinhos em Campinas
Após esta tão grande ausência, vos escrevo para agradecer a vossa presença no primeiro Curso Básico de Vinhos organizado pela Viavitis, realizado em Campinas, no Armazém Gourmet.
Como sabem estive todo este passado mês de férias na “terrinha” e, como as saudades eram tantas nem deu tempo para vos escrever. Mas como diz o velho ditado, “mais vale tarde do que nunca”, certo?
O Curso, realizado nos três últimos sábados do mês de maio, foi sem dúvida bastante marcante, tanto pelo fato do ambiente gerado, assim como pela dinâmica do grupo.
Começámos por esclarecer o que, de fato, é o vinho e os seus aspectos históricos e sociais, passando pela análise do panorama vitivinícola mundial e tendências internacionais de consumo. Descrevemos o Novo e Velho Mundo, dando ênfase aos países tradicionalmente vitícolas, a velha Europa, bem como aos países que nestes últimos anos se têm vindo a destacar, como é o caso do Chile, Argentina, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e até mesmo o Brasil.
Em seguida, passámos a descrever as diferenças entre as diversas espécies de uvas, assim como as principais variedades Vitis Vinifera existentes em todo o mundo. Definimos, também, o conceito de terroir e as principais limitações para o cultivo da vinha. Classificámos os diversos tipos de vinhos, bem como o seu processo de vinificação e estabilização, diferenciando os processos de amadurecimento e envelhecimento (madeira vs. garrafa) que o vinho se encontra sujeito.
Finalmente, na última aula, abordámos os princípios da degustação, os sentidos utilizados na análise sensorial e os critérios para apreciação e prova de vinhos. Definimos os quatro sabores elementares e classificámos os diversos aromas do vinho, com a ajuda da Caixa Le Nez du Vin, composta por 54 aromas primários, secundários e terciários.

Debatemos, ainda, o tema “A Guerra das Rolhas - Rolha de cortiça vs. Rolha sintética”, dando-se, também, destaque ao serviço do vinho, interpretação do rótulo e contra-rótulo, ao armazenamento e guarda e à harmonização eno-gastronômica.
No final de cada aula tivémos ainda a oportunidade de provar diferentes vinhos, de diversas nacionalidades, entre as quais chilena, argentina, francesa, portuguesa e italiana, para além de, no último dia o proprietário do espaço nos presentear a todos com um belo risoto.
À nossa!! Espero vos reencontrar a todos muito em breve, principalmente aos “faltantes” da última aula! Rsrsrs
3 comentários »Envelhecimento atípico dos vinhos brancos
Todo o vinho está sujeito a alterações aromáticas durante o seu envelhecimento. Porém, nem todos os vinhos “envelhecem bem”, podendo adquirir cheiros e sabores desagradáveis.
A perda gradual e inevitável dos atributos olfativos descritos como frutados, florais ou vegetais de um vinho branco jovem é acompanhada, numa segunda etapa, pelo aparecimento de novos parâmetros aromáticos, que correspondem ao envelhecimento típico. Chá preto, feno, palha, nozes, cogumelos e mel são alguns exemplos desses novos parâmetros, que na grande maioria dos casos se fazem acompanhar por uma progressiva intensificação dos componentes de amargura e adstringência no palato.
Todavia, alguns vinhos evoluem de um modo atípico, apresentando cheiros tão diversos como os que lembram naftalina, detergente, sabão, roupa suja ou cera, na ausência quase total de quaisquer atributos frutados, florais ou vegetais. São, regra geral, vinhos magros, de reduzido volume de boca, que devido à sua atipicidade olfativa, costumam ser rejeitados pelos organismos oficiais de controlo sensorial na maior parte dos países produtores.




