Rótulo, a carteira de identidade dos vinhos
O consumidor desinformado geralmente compra vinhos baseando-se no preço, nome, país de origem, nas premiações que o vinho já obteve e até no design da garrafa e do rótulo. Não se preocupa em entender o rótulo, pois não sabe que ele é a carteira de identidade do vinho, revelando importantes informações como a marca, produtor, tipo, ano de colheita, teor alcoólico, castas utilizadas, país, região de origem, entre outras.
Elo de ligação entre a produção e o consumo, desde sempre teve particular importância para o mercado do vinho. De fato, o rótulo é fundamental, sendo um fator decisivo na hora de se escolher um ou outro vinho.
Um rótulo, por si só, garante-nos a legalidade do produto mas não obrigatoriamente a qualidade desejada. Por todo o mundo, a idoneidade e consistência do produtor é, de fato, o que assegura o produto. Contudo, num mercado de crescente concorrência, as novas marcas apostam tanto na apresentação do vinho como na sua feitura.
Mercê desta aposta muitos conseguem singrar no tortuoso caminho de cimentar uma nova marca de vinho. Nesta luta, os designativos especiais de qualidade têm vindo a adquirir um carácter algo promíscuo (muitos dos melhores vinhos não utilizam qualquer destes designativos), mas, ainda assim, continuam a assegurar uma melhoria de qualidade relativamente aos vinhos mais simples da mesma marca comercial - Superior, Escolha, Colheita Selecionada, Reserva, Grande Reserva, Garrafeira, entre outras designações - que auxiliam o consumidor a conhecer os melhores vinhos do produtor, mas é sobretudo com a prova e experimentação continuada que um determinado rótulo nos consegue transmitir a qualidade do vinho que está dentro da garrafa.

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