Arquivo de Maio de 2010
Vinhos portugueses são destaque no International Wine Challenge
Os vinhos portugueses conseguiram mais um feito naquele que é provavelmente o mais mediático concurso de vinhos do mundo, o International Wine Challenge, realizado em Londres. Nesta 27ª Edição, que contou com cerca de 10 mil amostras de vinhos e sakés, oriundas de 46 países, Portugal arrecadou 597 distinções - 35 Medalhas de Ouro, 145 Medalhas de Prata, 198 de Bronze e 219 Menções Honrosas. Este concurso internacional contou ainda com a presença de 356 degustadores.
Note que para se obter uma medalha de ouro, os vinhos têm que obter uma pontuação entre 95 a 100 pontos; 90 a 94 pontos, uma medalha de prata e 85 a 89 pontos uma de bronze. A menção “Commended” (Menção Honrosa) destina-se a vinhos entre 80 a 84 pontos.
Para mais informações, visite o site http://www.internationalwinechallenge.com/
O grande diferencial deste evento é a tripla degustação a que os vinhos premiados se encontram sujeitos, o que garante realmente a qualidade do produto, o que, infelizmente, nem sempre acontece neste tipo de concursos.
De fato, nestes últimos anos, os concursos de vinho têm vindo a proliferar mundo afora, aumentando consequentemente o número de medalhas que um determinado vinho poderá receber. No fundo, para que essas medalhas realmente pudessem ter algum significado ou até mesmo servir de referência para os consumidores, ter-se-ia que primeiramente conhecer os critérios utilizados para a premiação, como por exemplo saber quais os outros vinhos que participaram na competição, o júri ou até mesmo as categorias avaliadas.
Como isto não se verifica na grande maioria dos concursos, poucas medalhas têm, portanto, real significado.
Nova medição preconizada da quantidade de álcool no vinho

Esta notícia ocorre na mesma semana em que o Partido Conservador divulgou planos para acabar com o sistema de unidades utilizado para medir o consumo de álcool, no Reino Unido. Vetro fará, então, a sua estréia na London Wine Fair, ainda este mês. A gama irá incluir um vinho tinto, um branco e um rosé.
De fato, Vetro, para além de ter baixo teor alcoólico, será lançado, pela primeira vez no mercado, com uma indicação no rótulo de uma nova medição preconizada pelo governo inglês e pela campanha “Know Your Limits”, que visa informar o consumidor sobre a quantidade de álcool etílico presente no vinho e a sua influência no comportamento do consumidor.
Segundo o ministro da saúde inglês, Andrew Lansley, o governo irá alterar a rotulagem, na medida em que este atual sistema não ajuda os consumidores na compreensão da quantidade de álcool ingerido. Assim, os produtores seriam obrigados a colocar no rótulo o número real de álcool etílico contido em cada bebida, substituindo o atual sistema de unidades, que utiliza o percentual alcoólico. Lansley, afirmou ainda que esta medida irá “incentivar as pessoas a viver uma vida mais saudável”. Sem comentários »
Rótulo, a carteira de identidade dos vinhos
O consumidor desinformado geralmente compra vinhos baseando-se no preço, nome, país de origem, nas premiações que o vinho já obteve e até no design da garrafa e do rótulo. Não se preocupa em entender o rótulo, pois não sabe que ele é a carteira de identidade do vinho, revelando importantes informações como a marca, produtor, tipo, ano de colheita, teor alcoólico, castas utilizadas, país, região de origem, entre outras.
Elo de ligação entre a produção e o consumo, desde sempre teve particular importância para o mercado do vinho. De fato, o rótulo é fundamental, sendo um fator decisivo na hora de se escolher um ou outro vinho.
Um rótulo, por si só, garante-nos a legalidade do produto mas não obrigatoriamente a qualidade desejada. Por todo o mundo, a idoneidade e consistência do produtor é, de fato, o que assegura o produto. Contudo, num mercado de crescente concorrência, as novas marcas apostam tanto na apresentação do vinho como na sua feitura.
Mercê desta aposta muitos conseguem singrar no tortuoso caminho de cimentar uma nova marca de vinho. Nesta luta, os designativos especiais de qualidade têm vindo a adquirir um carácter algo promíscuo (muitos dos melhores vinhos não utilizam qualquer destes designativos), mas, ainda assim, continuam a assegurar uma melhoria de qualidade relativamente aos vinhos mais simples da mesma marca comercial - Superior, Escolha, Colheita Selecionada, Reserva, Grande Reserva, Garrafeira, entre outras designações - que auxiliam o consumidor a conhecer os melhores vinhos do produtor, mas é sobretudo com a prova e experimentação continuada que um determinado rótulo nos consegue transmitir a qualidade do vinho que está dentro da garrafa.

TOP 10 - Expovinis Brasil 2010

Apresentada em um novo espaço, no Expo Center Norte, a 14ª edição da maior feira da Améria Latina contou com cerca de 15 mil visitantes, 300 expositores e mais de 20 mil rótulos diferentes apresentados.
Desde a sua 10º edição, a Expovinis, elege seus “Top Ten”, concurso no qual são testados os melhores vinhos de dez categorias distintas - Espumante brasileiro, Espumante do mundo, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Brancos de outras castas, Rosado, Tinto brasileiro, Tinto Novo Mundo, Tinto Velho Mundo e Fortificados e Doces.
O predileto dos doze júris, na categoria “Espumantes Brasileiros“, que contou com 24 amostras, uma de Santa Catarina, duas de Petrolina e as restantes do Rio Grande do Sul, foi o Espumante Grand Legado Brut Champenoise, uma novidade, da empresa Wine Park, antiga Maison Forrestier.
Na categoria seguinte, “Espumantes do Mundo“, o premiado foi um italiano, de Trentino, o Ferrari Perle 2002, importado pela Decanter. Esta categoria contou apenas com 6 concorrentes, entre eles um Champagne, um Prosecco, um espumante argentino, um francês, um português e o vencedor, italiano.
O Sauvignon Blanc Yealands Estate 2009, da Nova Zelândia, foi o grande campeão da categoria “Sauvignon Blanc“, disputada por apenas 9 concorrentes.
Também com apenas 9 concorrentes, a categoria “Chardonnay” premiou como vencedor o nacional, de Santa Catarina, Chardonnay Villaggio Grando 2008.
Agregando vinhos brancos do mundo inteiro, incluindo do Brasil, exceto vinhos elaborados com as castas Chardonnay e Sauvignon Blanc, a categoria “Brancos de Outras Castas“, apresentou este ano 16 amostras, entre elas vinhos feitos com as variedades Riesling, Loureiro, Sémillon, Torrontés, Viognier, Gewürztraminer, Muscadet, Verdelho, Trebiano e Macabeo. Mais uma vez, o grande vencedor foi um Riesling australiano, o Mesh Riesling 2007 - Grosst-Hill Smith, de Eden Valley, importado pela KMM.
A categoria “Rosado“, também bastante concorrida, totalizou 15 participantes de várias nacionalidades, como França, Portugal, Brasil e Chile. Tal como nos anos anteriores, o grande eleito foi um francês, de Provence, o Chateau Pourcieux 2009, importado pela Cantu.
Na categoria “Tintos Brasileiros“, sempre bastante disputada, que este ano contou com 30 exemplares, o vencedor foi uma grande novidade da Miolo Wine Group, o Sesmarias 2008.
O chileno Morandé Grand Reserva Syrah 2005, importado pela Carvalhido, arrebatou o primeiro prémio da categoria “Tintos do Novo Mundo“, que apenas contou com amostras do Chile e da Argentina.
Já na categoria “Tintos do Velho Mundo“, que contou com 30 amostras de vinhos de alta qualidade, o grande vencedor foi, mais uma vez, um vinho da “terrinha”, o alentejano Herdade do Esporão Touriga Nacional 2007, importado pela Qualimpor.
Finalmente, na categoria “Fortificados e Doces”, o grande eleito, entre 8 jurados, foi o Madeira Justino’s Colheita 1995 - Justino Henrique, importado pela Porto a Porto. Nesta categoria, estavam representados majoritariamente vinhos de Portugal, quatro Portos e o grande vencedor da Madeira, sendo os restantes originários da França e do Chile.
Sem comentários »Vinho Verde
O Vinho Verde é único no mundo. Um vinho naturalmente leve e fresco, produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, no noroeste de Portugal, uma região costeira geograficamente bem localizada para a produção de excelentes vinhos brancos. Berço da carismática casta Alvarinho e produtora de vinhos de lote únicos, a Região dos Vinhos Verdes festejou em 2008 o centenário da sua demarcação.
Com baixo teor alcoólico, e portanto menos calórico, o Vinho Verde é um vinho frutado, fácil de beber, óptimo como aperitivo ou em harmonização com refeições leves e equilibradas: saladas, peixes, mariscos, carnes brancas, tapas, sushi, sashimi e outros pratos internacionais.
A flagrante tipicidade e originalidade destes vinhos é o resultado, por um lado, das características do solo, clima e factores sócio-económicos da Região dos Vinhos Verdes, e, por outro, das peculiaridades das castas autóctones da região e das formas de cultivo da vinha. Destes fatores resulta um vinho naturalmente leve e fresco, diferente dos restantes vinhos do mundo.
Segue vídeo para melhor compreensão:
Que saudades tenho do meu belíssimo país…
1 comentário »Venda de vinhos só com selo de controle especial da Receita Federal
De fato, a Receita Federal aperta o seu controle e obriga que tanto os vinhos nacionais, quanto os importados tenham um selo de controle especial. Esta nova medida de fiscalização, que começará a entrar em vigor a partir de Julho do próximo ano, foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 19 do mês passado.
De acordo com o secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, a mudança atende ao pedido do setor, que reclamava da concorrência com o comércio ilegal de bebidas. Cartaxo ressaltou que “as fraudes mais comuns são a falsificação, o contrabando e o comércio sem nota fiscal, sendo o selo o indicador mais visível da legalidade do produto. É um dos instrumentos mais antigos que a administração tributária usa para evitar a sonegação”.
Até ora, os vinhos não passavam por mecanismos especiais de controle, tal como já acontece com outras bebidas. Segundo o coordenador-geral de Fiscalização da Receita, Antonio Zomer, “O mercado era pequeno e os controles fiscais não compensavam os custos para a Receita”.
A nova legislação estabelece, assim, que os produtores, engarrafadores, cooperativas, comerciantes e importadores terão que se inscrever no Registro Especial, no qual as empresas se encontram submetidas a uma série de exigências adicionais. Entre os novos requisitos, estão o pagamento em dia das obrigações fiscais, o registro no Ministério da Agricultura e capital social mínimo de R$ 50 mil para os importadores.
Para evitar transtornos a produtores e comerciantes, a Receita estabeleceu um calendário de transição. Deste modo, as empresas terão de apresentar a previsão de quantos selos pretendem encomendar até 10 de Junho e, até 31 de Agosto, as empresas terão de se inscrever ou atualizar os dados no Registro Especial.
A instrução normativa também estabelece que a partir de 1 de Novembro, os produtores e importadores terão de usar os selos de controle. Para os atacadistas e varejistas, a selagem só será obrigatória a partir do dia 1 de Julho de 2011.
No caso de vinhos e espumantes nacionais, Zomer esclarece que os selos não serão exigidos para safras antigas. Em relação ao comércio e à importação, o selo só valerá para garrafas de safras de anos anteriores adquiridas para revenda depois de Julho do próximo ano
Produzidos pela Casa da Moeda, os selos são distribuídos pela Receita Federal aos produtores e importadores.
De acordo com os representantes da Receita, não existe risco de que a medida resulte no aumento dos preços dos vinhos, uma vez que o custo dos selos irá ser abatido sobre o Imposto de Produtos Industrializados (IPI).
Esperemos, então, que este impacto sobre o preço dos vinhos não seja repassado a nós consumidores!

Fonte da imagem: Revista Adega
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