Blog da Inês

Arquivo de Março de 2010

Vinhos mono ou multivarietais?

Até há poucos anos atrás, a maior parte da produção mundial de vinho era multivarietal, isto é, os vinhos eram elaborados a partir de várias variedades de uva. Na verdade, haviam poucas vinícolas que fizessem uma seleção criteriosa das castas, pelo que o vinho era originário de uma ou outra região, assumindo o respetivo blend de castas.

Em tempos idos, alguns visionários começaram a plantar e a vinificar castas que não eram tradicionais na sua região, procurando dois objetivos. Por um lado, avaliar o interesse dessas castas para a melhoria dos seus próprios vinhos e, por outro, analisar a sua adaptação ao terroir para a produção de vinhos monovarietais, feitos a partir ou majoritariamente de uma casta apenas.
Após algum tempo esta prática expandiu-se, todavia com outros objetivos. Muitos dos que criticavam a sua prática generalizada, sobretudo no Novo Mundo, renderam-se. Consequentemente, a pressão de um mercado imediatista e facilmente manipulado por uns quantos ditos especialistas, ajudou este impulsionamento. Até os concursos internacionais monovarietais passaram a ser um chamariz interessante para esta prática.
Entretanto, alguns trabalhos foram desenvolvidos no sentido de melhorar a produção vitícola, começando pela seleção das castas mais adequadas a cada região, a cada terroir. De fato, esses trabalhos tiveram extrema importância na melhoria dos vinhos, principalmente nos oriundos do Velho Mundo.
Na verdade, o progresso vitivinícola foi notório em todos os campos, tanto para as práticas vitícolas, como enológicas e até mesmo para a comercialização dos vinhos e marketing.

Este processo foi, com certeza, um mal necessário. Contudo, trouxe consigo uma perda da variedade e da riqueza do vinho, da sua autenticidade e carácter. A meu ver, ter-se-á, portanto, que explorar a diversidade das castas e a consequente diversidade dos vinhos e não o contrário. Sendo assim, o caminho da globalização dos vinhos passa cada vez menos pela uniformidade e cada vez mais pela diversidade, ou seja, terá que haver um mercado para os vinhos massificados, mercado esse que tende a ter preços cada vez mais baixos e, por outro lado, um mercado para os vinhos que afirmam a sua diversidade, identidade e carácter, mercado este que tenderá a ser mais estratificado e com preços mais elevados.

Vinhos monovarietais - Vinhos monovarietais

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Será um superprovador, um provador normal ou um não provador?

As pessoas do mundo do vinho andam intrigadas com os testes que permitem determinar as capacidades dos provadores. Quando a professora Linda Bartoshuk, da Universidade de Yale, publicou um trabalho pioneiro sobre o assunto, nos anos 90, dividiu a população em superprovadores, provadores normais e não provadores, embora o mundo do vinho tenha tardado em descobrir as implicações daí decorrentes. Com alguns colegas, Linda Bartoshuk identificou uma substância denominada PROP (6-n-propylthiouracil, um medicamento para a tiróide) que permite identificar quem dispõe de um número anormalmente alto ou baixo de papilas gustativas. E, assim, concluiu que sensivelmente um quarto das pessoas parece estar geneticamente programada para ter um número elevado de papilas gustativas, enquanto cerca de metade se fica pela média e os demais têm relativamente poucas.
Acontece que o PROP carece de receita médica, colocando-se alguns problemas de natureza ética na submissão ao referido teste, que implica, desde logo, o “consentimento informado” das pessoas envolvidas. Por isso, Bartoshuk desenvolveu um método alternativo para medir a densidade das papilas, que consiste em colocar corantes alimentares na língua, que depois é pressionada com um anel de plástico. Concluída a operação, se o anel de plástico tiver retido mais de 25 pontos coloridos, estaremos, aparentemente, na presença de um superprovador. No entanto, até ver, o critério só é válido para as peças vendidas nos EUA.

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Todavia, Michael O’Mahony, professor de “Food, Science and Technology - Sensory Sciences” (Comida, Ciência e Tecnologia - Ciências Sensoriais), da Universidade de Davis, afirmou que “Esse teste não permite chegar a um diagnóstico que distinga os provadores normais dos hiperprovadores. O processo é muito mais complexo do que isso e, o teste em questão deturpa tudo.”

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Curso Básico de Vinhos em São Paulo

Terça passada foi realizada a última aula do Curso Básico de Vinhos, no Restaurante Quinta de Santa Maria, onde tive o enorme prazer de conhecer todos os integrantes desta turma bastante divertida e passar três belas serenatas na sua companhia.
Realmente, saí com a sensação de que todos irão continuar a interessar-se por aprender sempre mais deste mundo fascinante, que é o Mundo dos Vinhos!

Após cada aula de curso foram degustados diversos vinhos, de modo a serem avaliados os seus perfis organolépticos, com a ajuda das fichas de prova e critérios de avaliação distribuidos.
Foram, assim, degustados diferentes vinhos, todos eles com ótima relação qualidade/custo:
- Finca La Martina Torrontés 2009;
- Tierra del Sol Reserva Carmenère 2008;
- Finca La Martina Syrah 2009;
- Cavatina Pinot Grigio (IGT) 2007;
- Hermitage Malbec 2008;
- Tricyclo Malbec/ Cabernet Sauvignon/ Syrah 2005;
- Cantaluna Cabernet Sauvignon 2006;
- Quinta Don Bonifácio Tannat 2007.
- Veo Última Syrah 2005.

No final, para celebrar a conclusão do curso, abrimos ainda dois espumantes para acompanhar as diversas iguarias típicas portuguesas, como os bolinhos de bacalhau e polvo à lagareiro servidos após cada aula.

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Proponho, então, um brinde… à nossa!! Obrigado a todos, mais uma vez!

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O Vinho do Porto

O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região Demarcada do Douro, sob condições peculiares derivadas de factores naturais e humanos. O processo de fabrico, baseado na tradição, inclui a paragem da fermentação do mosto pela adição de aguardente vínica, a lotação de vinhos e o envelhecimento.

O Vinho do Porto distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende uma riqueza e intensidade de aroma incomparáveis, uma persistência muito elevada quer de aroma quer de sabor, um teor alcoólico elevado (geralmente compreendido entre os 19 e os 22% vol.), numa vasta gama de doçuras e grande diversidade de cores.

Segue um vídeo para melhor compreensão e admiração da magnífica região onde é produzido o Vinho do Porto:

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Diamantes em garrafas de Periquita

O mais antigo produtor de vinhos de mesa de Portugal, José Maria da Fonseca comemora 175 anos de história e tradição. Para festejar esta data tão solene colocou em segredo 175 rolhas especiais em outras tantas garrafas de Periquita tinto, branco e rosé. Ou seja, só quando remover a rolha é que o potencial premiado irá descobrir se ganhou ou não um diamante. As rolhas premiadas contêm uma inscrição “Vale 1 diamante”!
Segundo António Maria Soares Franco, Director de Marketing e Vendas, “a José Maria da Fonseca pretende com esta ação partilhar com os apreciadores de Periquita o 175º aniversário da empresa”. A campanha decorre até 30 de Julho de 2010… aproveite!!

Vinho Periquita Homenagem anivers  rio 175 anos - Vinho Periquita Homenagem anivers  rio 175 anos

Fonte: Revista de Vinhos

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Curso Básico de Vinhos em Jundiaí

Mais um Curso Básico passado na Di Vino Adega & Empório que já deixa saudades. Foram, de fato, três noites maravilhosas e muito bem passadas na companhia de todos os presentes, que desde já agradeço a comparência.
Agradeço, também, à Chef Milena Biguethi pelas excelentes comidinhas que tivemos o prazer de degustar no final de cada aula.

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Relembrando a primeira aula, começámos por definir o que era o Vinho, abordámos alguns aspectos históricos, a sua importância na sociedade e as tendências internacionais de plantação, produção e consumo. Verificámos, também, as principais diferenças entre Novo e Velho Mundo, entrando no Mundo Vitivinícola de cada país, como Chile, Argentina, Estados Unidos da América (Califórnia), África do Sul, Austrália, Nova Zelândia (Novo Mundo) e França, Itália, Portugal, Espanha e Alemanha (Velho Mundo).

Na segunda aula começamos por assistir um vídeo das Regiões Vitivinícolas do Brasil, falámos das diferenças entre a espécie Vitis Vinifera e as demais espécies Vitis, abordámos as variedades de uva internacionais, como as brancas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling e as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Syrah, entre outras tantas.
O conceito de Terroir, bem como as principais limitações para o cultivo da vinha (influências e limitações geo-climáticas) foram, também, abordados. Posteriormente, foram classificados os diversos tipos de vinhos, como frisantes, espumantes, tintos, brancos, rosés e os demais vinhos de sobremesa (fortificados e licorosos), explicando-se também os seus diversos processos de vinificação e estabilização. Finalmente, as principais diferenças entre os processos de amadurecimento e envelhecimento (madeira vs. garrafa), que o vinho sofre ao longo do tempo, foram desvendadas.

Já na terceira e última aula começámos por discutir os princípios de degustação, os sentidos utilizados na Análise Sensorial, os critérios para apreciação e prova de vinhos, bem como os sabores elementares, procedendo-se também à classificação dos aromas do vinho.
Outros capítulos abordados neste curso foram a guerra das rolhas (cortiça vs. sintética), o serviço do vinho (acessórios, temperatura e decantação), a interpretação do rótulo e contra-rótulo e armazenamento e guarda (condições ideais para a conservação do vinho). Finalmente, foram abordadas algumas noções de harmonização eno-gastronómicas.

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Após cada aula de curso foram degustados diversos vinhos, de modo a serem avaliados os seus perfis organolépticos, com a ajuda das fichas de prova e critérios de avaliação distribuidos.
Foram, assim, degustados diferentes vinhos, todos eles com ótima relação qualidade/custo:
- Finca La Martina Torrontés 2009;
- Tierra del Sol Reserva Carmenère 2008;
- DO Taurus Roble 2005;
- Dal Pizzol Gewurstraminer 2008;
- Dom Cândido Gamay (Maceração Carbónica) 2009;
- Quinta de São Cristóvão Aragonês & Merlot 2006;
- Veo Grande Reserva Chardonnay/Viognier 2008;
- Cantaluna Cabernet Sauvignon 2006;
- Finca La Martina Syrah 2009.

No final do Curso ainda tivemos a oportunidade de brindar à sua conclusão com os Espumantes da Vinícola Pericó, que a Elisabetta teve a gentileza de trazer!
À nossa!!

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Que delícia de azeite, hein? Rsrsrsrs

Um grande abraço a todos,
Inês

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Comercialização de vinhos do Rio Grande do Sul em alta

Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a comercialização de vinhos elaborados no Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 90% da produção nacional, alcançou um crescimento de 12%, em 2009, no Brasil. Conforme levantamento do Ibravin, foram vendidos 240 milhões de litros de vinhos finos e de mesa de Janeiro a Dezembro do ano passado, contra 214,5 milhões de litros em 2008.
O incremento de vinhos finos tintos foi ainda maior, com a colocação de 13 milhões de litros, sofrendo, portanto, um aumento de 14,6%.
A comercialização de vinhos espumantes também cresceu, cerca de 18%, comparativamente a 2008. Os espumantes moscatéis tiveram um incremento nas vendas ainda mais expressivo, de 31%, já os vinhos frisantes cresceram 127%.

Segundo o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani, o ano passado representa uma virada positiva para o setor vitivinícola brasileiro.
Carlos Raimundo afirma que “no início do ano, a nossa meta era estancar o ritmo de queda nas vendas que vínhamos sofrendo desde 2005”. “Os resultados positivos são animadores e mostram que o setor deve continuar a investir na promoção de vendas e no convencimento dos consumidores de que a qualidade dos vinhos nacionais está em constante evolução”, avalia.

Vinhos Brasil - Vinhos Brasil

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O Vinho da Madeira

O Vinho da Madeira é um vinho fortificado, com elevado teor alcoólico, produzido nas encostas da Região Demarcada da Ilha da Madeira, sob condições edafo-climáticas excepcionais. É o produto principal da economia da Região Autónoma da Madeira e um símbolo da Madeira em todo o mundo.
Para saber mais acerca deste fantástico néctar, assista o vídeo que se segue:

À nossa.. Um brinde, Tin Tin!!

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De Portugal para o Mundo

Portugal já era um país produtor de vinhos antes da nacionalidade, fazendo parte do Velho Mundo vinhateiro geneticamente ligado ao Mediterrâneo. Porém, os vinhos lusos acompanharam as navegações e os descobrimentos, testemunhando a ascenção e a queda do Império.
De fato, o investimento além fronteiras, de algumas empresas portuguesas ligadas ao sector vitivinícola, como é o caso da Sogrape, já têm vindo a apaixonar os mais exigentes apreciadores e críticos de vinho em Portugal, mas não só. Recentemente, as duas principais publicações da especialidade, a revista americana Wine Spectator e a inglesa Decanter colocaram os vinhos da Framingham entre os melhores da Nova Zelândia. Dois destaques internacionais que têm impacto em todo o mundo.

Presente na Nova Zelândia desde 2008, a Sogrape orgulha-se dos excelentes resultados dos vinhos Framingham, em particular da presença de Framingham Sauvignon Blanc 2009 na lista dos “TOP 10 Outstanding Sauvignon Blancs”.

A Sogrape reforçou ainda mais a sua posição a nível internacional com a compra da empresa chilena Los Boldos à família Dominique Massenez. Esta aquisição representa, desde 2008, a entrada da Sogrape num dos principais países produtores de vinho do Novo Mundo e o alargamento do seu portfólio aos reconhecidos vinhos chilenos.

O sucesso da estratégia da Sogrape também se verifica na Argentina, onde o crescimento da Finca Flichman está cada vez mais evidente ano após ano. No ano em que a marca completa 100 anos de existência, a empresa adquiriu uma nova adega ao grupo Pernod Ricard. A adega Lujan de Cuyo, localizada em Pedriel, Mendoza, irá permitir à Finca Flichman aumentar a sua capacidade de produção em mais de 4,1 milhões de litros.

Contar a história da Sogrape é, acima de tudo, recordar as realizações dos homens que a criaram e fizeram crescer, que idealizaram, produziram e divulgaram os bens que a tornaram conhecida e que, com coesão, asseguram a sua continuidade.

Quinta no Douro   Portugal - Quinta no Douro   Portugal

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Catástrofe no Chile poderá comprometer colheita de uvas

Michelle Bachelet anunciou neste domingo medidas de emergência para ajudar as vítimas do forte terremoto que atingiu o país. Entre as medidas anunciadas pela presidente está a declaração de “zona de catástrofe” para as regiões de Maule e Bío Bío, onde se localiza Concepción, segunda maior cidade do país e uma das mais atingidas pela catástrofe.

Sabendo que grande parte das vinícolas chilenas se localizam nesta área e que esta catástrofe aconteceu bem na época da colheita então, muito provavelmente, a safra deste ano estará comprometida. Na verdade, irá ser bastante difícil arranjar mão-de-obra para a vindima deste ano.

Para além deste fato, alguns empresários e enólogos chilenos também tiveram grandes prejuízos com esta tragédia que assulou o Chile e que já vitimou mais de 700 pessoas.
Com esta situação, é possivel que os preços dos vinhos chilenos sejam afetados, principalmente nos mercados internacionais, ou que haja uma certa dificuldade na disponibilidade dos produtos.

Porém, acredito que o povo chileno é um povo progressista, que certamente vencerá esse forte revez provocado pela natureza.

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