Os principais inimigos do vinho são o calor, a luz, a falta de umidade e o constante movimento. O vinho deverá, então, ser mantido num local fresco, com temperaturas constantes, longe da luz direta e da umidade excessiva.
Temperatura – O vinho não é muito exigente em relação à temperatura de armazenamento, qualquer uma entre os 12,0 e os 19,0ºC o satisfaz, embora 15,0ºC seja o ideal. Contudo, o mais importante será que esta varie o mínimo possível. Baixas temperaturas retardam o envelhecimento, já temperaturas elevadas fazem com que os vinhos evoluam mais rapidamente do que o desejável, para além de que haverá sempre o perigo da rolha de cortiça se expandir e se contrair tão rapidamente que não sirva mais como um lacre perfeito, permitindo a entrada de oxigénio. Porém, se a temperatura adequada for impraticável, uma moderadamente elevada, embora estável servirá. Ter-se-á, apenas que ter atenção às altas temperaturas, acima dos 35ºC, as quais poderão privar o vinho da sua sutileza.
Luz – A luz natural, do Sol, bem como a ultravioleta são fatores prejudiciais para o vinho, uma vez que distorcem e enfraquecem a cor do vinho. Assim, as garrafeiras deverão ser construídas em caves, protegidas da luz e próximo de paredes viradas a sul, onde a temperatura é, geralmente, mais baixa.
Umidade relativa – É a condição mais controversa, mas a necessidade da procura de um certo grau de umidade nas garrafeiras é evidente. O calor acelera as reações, portanto quanto mais quente for o local em que o vinho é guardado, mais rápido e menos sutilmente ele envelhecerá. Na verdade, se for guardado em um lugar muito seco, o ar poderá começar a penetrar na rolha de cortiça, possibilitando a proliferação de bactérias.
Movimento – O vinho deverá ser guardado em locais que não sofram constantes trepidações, uma vez que abanões frequentes prejudicam o correto envelhecimento dos vinhos.
As garrafas de vinho deverão, também, ser mantidas em posição horizontal, para evitar o ressecamento da rolha. Quando resseca, a rolha de cortiça pode contrair-se tão rapidamente que poderá não servir mais como um lacre perfeito, permitindo a entrada de ar e, consequentemente causar a oxidação e a possibilidade de proliferação de bactérias. Caso isso ocorra, o vinho acabará, então, por se tornar um familiar do vinagre.
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Trabalho, escrevo e ensino sobre vinhos. Formei-me em Enologia pela Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro, em Portugal e pela TEI of Athens, na Grécia. Proveniente de família produtora de vinhos na região do Dão, desenvolvi vários trabalhos em vinícolas em Portugal, Austrália, EUA e Itália. Hoje mantenho uma empresa de ensino, treinamento e consultoria na área de vinhos - Viavitis Cursos & Consultoria - no Brasil. Nosso objetivo é desmistificar e disseminar a cultura do vinho neste país cada vez mais ávido em descobrir o prazer que está por trás de uma taça de vinho.


ola sou muito apaixonado por vinho, pelo site recebi as orientações que faltavam