Blog da Inês

Arquivo de Outubro de 2009

Notas de prova

Vinho Verde Adega Cooperativa de Amarante Branco 2007
Produtor: Vercoope - Adega Cooperativa de Amarante
Região: Vinhos Verdes (Minho), Portugal
Sub-Região: Amarante
Castas: Azal e Pedernã
Teor Alcoólico: 9,5% vol.

Notas de prova: De aspecto brilhante e cor amarelo-palha, este vinho verde é medianamente alcoólico, com 9,5% vol. e ligeiramente acídulo, graças ao gás carbonico que lhe confere frescura e um toque de subtileza.
Elaborado com as castas Azal e Pedernã, também denominada Arinto, é um vinho harmonioso, com aromas delicados e frutados e que expressa as suas características varietais. É elegante e leve, uma companhia perfeita para as tardes de Verão que se avizinham.

amarante branco 300 - amarante branco 300

Marson Reserva Ancelota 2003
Produtor: Vinhos Marson
Região: Serra Gaúcha, Brasil
Castas: Ancelota
Teor Alcoólico: 12,3% vol.

Notas de Prova: De cor grená e com um certo halo de evolução, este Ancelota (variedade italiana, oriunda da Emiglia Romana) possui boa fluidez.
Possui um intenso e persistente aroma a especiarias (pimenta) e frutas vermelhas bem maduras, onde sobressaem certas notas de água de azeitonas. Na boca revela uma acidez balanceada, taninos já domados e um retrogosto persistente. É um vinho evoluído que merece ser degustado pelo fato de ser diferente dos demais que estamos habituados.

reserva ancelota g - reserva ancelota g

Morandé Pionero Carmenère 2007
Produtor: Viña Morandé
Região: Valle del Maipo, Chile
Castas: Carmenère
Teor Alcoólico: 14,0% vol.

Notas de Prova: Vinho limpo, de intensidade profunda e cor vermelha púrpura intensa e densa. No nariz, denota-se logo à partida, o seu elevado teor alcoólico, pelo que necessita de ser decantado. Após decantação, este Carmenère revela certas notas herbáceas, terrosas e amadeiradas, chocolate e frutas vermelhas, como amora e cereja.
Na boca demonstra fraca adstringência, de taninos suaves e boa persistência, com retrogosto predominante de frutas vermelhas, especiarias e notas tostadas de madeira, com ligeiras nuances de menta e eucalipto.
É um vinho jovem, com ótima relação qualidade/preço.

pionero ca - pionero ca

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A Fermentação Alcoólica

A fermentação é um processo já conhecido muito antigamente. A palavra “fermentar” vem do termo latino fervere, que significa “ferver”.
Na observação visual de uma fermentação aprecia-se a típica agitação da massa líquida, neste caso o mosto, devido à abundante formação de anidrido carbónico (CO2) e uma notável libertação de calor. Mas a fermentação é muito mais do que aquilo que os olhos observam. Durante o processo fermentativo, a composição do mosto é alterada, passando de um líquido em que predominam os açúcares para um líquido com predominância de álcool. Ocorre também uma alteração importante no sabor e no aroma, o gosto doce e o aroma floral do mosto transforma-se num sabor e aroma muito mais complexo, que posteriormente iremos encontrar no vinho.

Podemos, portanto, estabelecer que a fermentação é um processo em que a glicose é transformada por microrganismos (leveduras) em etanol e numa séria de produtos principais e subprodutos com especiais qualidades sensoriais de aroma e sabor, e com libertação de gás carbónico e de calor.
De fato, é uma transformação parecida com a que se produz na elaboração do pão, com a diferença do etanol se evaporar no forno e o anidrido carbónico, ao escapar com dificuldade da massa, a faz crescer de forma esponjosa.

Fermenta    o alco  lica - Fermenta    o alco  lica

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A minha pátria - Região do Dão

A Região do Dão, disposta no centro-norte de Portugal, tem uma superfície geográfica de cerca de 376.000 hectares, mas só em cerca de 20.000 ha se encontra vinha numa cadeia de afortunadas coincidências geográficas, que se desenvolve em circunstâncias específicas.

Tal como acontece com todas as grandes regiões nobres do Mundo, a Região do Dão tem encepamento obrigatório. De fato, as castas são um fator preponderante. Em conjugação com a natureza dos solos, as condições edafo-climáticas e o empenho do homem, estas contribuem grandemente para a definição do carácter e qualidade dos vinhos, razão pela qual os melhores vinhos DOC Dão são produzidos com as castas recomendadas para a região:
Castas Tintas: Alfrocheiro, Alvarelhão, Aragonês (Tinta Roriz), Bastardo, Jaen, Rufete, Tinto Cão, Touriga Nacional e Trincadeira (Tinta Amarela).
Castas tintas utilizadas na elaboração do DOC Dão com designação “Nobre”
Touriga Nacional num mínimo de 15%, Alfrocheiro, Tinta Roriz, Jaen e Rufete, no conjunto ou em separado, até 85%.
Castas Brancas: Barcelo, Bical, Cercial, Encruzado, Malvasia Fina, Rabo de Ovelha, Terrantez, Uva Cão e Verdelho.
Castas brancas utilizadas na elaboração do DOC Dão com designação “Nobre”: Encruzado num mínimo de 15%, Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho, no conjunto ou em separado, até 85%.

Vinhas do D  o - Vinhas do D  o

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Armazenamento e guarda – Condições ideais para a conservação de Vinhos

Os principais inimigos do vinho são o calor, a luz, a falta de umidade e o constante movimento. O vinho deverá, então, ser mantido num local fresco, com temperaturas constantes, longe da luz direta e da umidade excessiva.

Temperatura – O vinho não é muito exigente em relação à temperatura de armazenamento, qualquer uma entre os 12,0 e os 19,0ºC o satisfaz, embora 15,0ºC seja o ideal. Contudo, o mais importante será que esta varie o mínimo possível. Baixas temperaturas retardam o envelhecimento, já temperaturas elevadas fazem com que os vinhos evoluam mais rapidamente do que o desejável, para além de que haverá sempre o perigo da rolha de cortiça se expandir e se contrair tão rapidamente que não sirva mais como um lacre perfeito, permitindo a entrada de oxigénio. Porém, se a temperatura adequada for impraticável, uma moderadamente elevada, embora estável servirá. Ter-se-á, apenas que ter atenção às altas temperaturas, acima dos 35ºC, as quais poderão privar o vinho da sua sutileza.

Luz – A luz natural, do Sol, bem como a ultravioleta são fatores prejudiciais para o vinho, uma vez que distorcem e enfraquecem a cor do vinho. Assim, as garrafeiras deverão ser construídas em caves, protegidas da luz e próximo de paredes viradas a sul, onde a temperatura é, geralmente, mais baixa.

Umidade relativa – É a condição mais controversa, mas a necessidade da procura de um certo grau de umidade nas garrafeiras é evidente. O calor acelera as reações, portanto quanto mais quente for o local em que o vinho é guardado, mais rápido e menos sutilmente ele envelhecerá. Na verdade, se for guardado em um lugar muito seco, o ar poderá começar a penetrar na rolha de cortiça, possibilitando a proliferação de bactérias.

Movimento – O vinho deverá ser guardado em locais que não sofram constantes trepidações, uma vez que abanões frequentes prejudicam o correto envelhecimento dos vinhos.

As garrafas de vinho deverão, também, ser mantidas em posição horizontal, para evitar o ressecamento da rolha. Quando resseca, a rolha de cortiça pode contrair-se tão rapidamente que poderá não servir mais como um lacre perfeito, permitindo a entrada de ar e, consequentemente causar a oxidação e a possibilidade de proliferação de bactérias. Caso isso ocorra, o vinho acabará, então, por se tornar um familiar do vinagre.

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