Arquivo de Setembro de 2009
Enochatismo e os Blogs de Vinho
Para quem alimentou a esperança de que a explosão da blogosfera representava uma lufada de ar fresco, relativamente à critica e aos comentários sobre o vasto mundo dos vinhos e, permitia a entrada com direito de opinião de muita gente que se julgava sem voz – o consumidor, pois claro! - está oficialmente desenganado.
Os bloguistas, embriagados pela atenção que a novidade despertou, transformaram-se em críticos também! O discurso pomposo e oco, a linguagem cifrada, as descrições de prova enfadonhas e penosas e até as notas, numéricas, aparecem a pontuar os vinhos mais badalados da praça. Para a imitação ser (quase) perfeita, chega-se ao ponto de sugerir aos produtores que enviem amostras para a caixa postal sob pena de verem os seus vinhos ignorados.
E para acentuar o autismo, os poucos blogs colectivos onde se poderia trocar meia dúzia de experiências, cedo cederam lugar a espaços individuais onde cada um fala sozinho com a convicção inabalável que discursa para o mundo!
Mas fica a questão (ainda sem resposta): Se continuamos a poder consultar os originais porque razão haveremos de preocupar-nos com as cópias e imitações?
Restaurante Quinta de Santa Maria
O Restaurante QUINTA DE SANTA MARIA acabou de receber a recomendação da Veja - São Paulo como um dos melhores restaurantes portugueses de São Paulo.
Numa região com poucas ofertas gastronómicas, o empresário português João da Mota, juntamente com a sua esposa Dora, montaram este fantastástico espaço com uma decoração que lembra Portugal. De fato, os proprietários trouxeram de além-mar vários itens, como alguns bordados, cortinas, lustres e azulejos tipicamente portugueses.
Sempre atentos à preparação das iguarias oferecidas no Restaurante, Dora e João, estão praticamente sempre presentes neste espaço que tem muito para oferecer. Receitas à base de bacalhau, como os famosos bolinhos de bacalhau e posta grelhada na brasa guarnecida de batata cozida com brócolis salteado no azeite são duas das mais variadas opções que merecem a pena serem apreciadas.
Este espaço possui, também, uma adega climatizada para mais de 2.000 garrafas, onde se destacam os rótulos portugueses.
Vale a pena visitar:
www.quintadesantamaria.com.br
Rua Cerro Corá, 1548, Alto da Lapa
Tel: (11) 3022-2499
Horário de funcionamento: 11h/15h30 e 18h/0h (sex. e sáb. sem intervalo; dom. só almoço até 18h)
Vinho e o aquecimento global
Esta semana, li uma notícia, que me deixou bastante intrigada: “A uva Pinot Noir está ameaçada de extinção”!
A variedade Pinot Noir é sem dúvida a protagonista de muitos vinhos, principalmente dos franceses da região de Borgonha, que primam pela sua elegância, finesse e complexidade. De fato, é na sua terra natal, Borgonha, que a Pinot Noir atinge o seu auge de qualidade. Porém, hoje há ótimos Pinot Noirs de regiões como Oregon, do Chile, África do Sul, Austrália, Argentina e Nova Zelândia, sem contar que é também uma das principais variedades de uva utilizadas na elaboração dos Champagnes.
Esta notícia, divulgada esta semana por ambientalistas do Greenpeace, alertam-nos para o efeito do aquecimento global no mundo do vinho. Esta alteração climátiva, verificada nas últimas décadas no nosso planeta tem alterado a temperatura e o regime de chuvas, afetando diretamente as características de muitos vinhos que conhecemos ao redor do planeta.
Um regime de calor mais intenso, naturalmente, altera não só o metabolismo das plantas, mas também dos animais. Climas mais quentes forçam uma maior incidência de radiações solares sobre o nosso planeta, induzindo as plantas a fazerem mais fotossíntese, que no caso das plantas se traduz em uma maior produção de açúcar. Tal fato reflete diretamente no equilíbrio de um vinho. É só lembrar que a fermentação alcoólica implica em uma conversão dos açúcares em álcool, ou seja, estes dois factores são diretamente correlacionáveis, logo uma concentração de açúcares mais elevada implicará um teor alcoólico mais elevado.
Infelizmente, parece que teremos que nos reacostumar com os aromas e sabores únicos de alguns vinhos, se nada for feito contra o aquecimento global… por isso, pessoal, protejam o nosso planeta e, consequentemente, ajudaremos a preservar as características de certos vinhos que tanto estimamos!
Um abraço a todos,
Inês
Primeira turma em São Paulo!
Olá queridos alunos,
Querem uma pequena ajuda, àcerca do que vos pedi? Então, aqui vai um pouco de história e dos principais factores que afetam a Região dos Vinhos Verdes em Portugal.
A cultura da vinha tem remotas tradições na Região Demarcada dos Vinhos Verdes. Apesar da mais antiga menção conhecida ao Vinho Verde se encontrar num documento datado de 1606, passado pela Câmara do Porto, a dimensão comercial do Vinho Verde apenas surgiu verdadeiramente no século XX. Foi nessa altura que, pela primeira vez, se definiu em termos legais, o que mais tarde se entenderia por Vinho Verde e se delimitou a sua Região produtora (1908), se regulamentou o seu comércio (1922) e, finalmente, se criou a sua Comissão de Viticultura (1926).
Apenas mais tarde, em 1949, viria o reconhecimento da Denominação de Origem do Vinho Verde pela OIV (Office International de la Vigne et du Vin) e, posteriormente, em 1973, o registro internacional desta Denominação de Origem, na OMPI (Organização da Propriedade Intelectual), em Genebra.
O reconhecimento e o registro internacional da Denominação de Origem constituem como que um corolário, quer na adaptação das castas e técnicas culturais, quer no esforço de sistematização das características próprias e diferenciadas do Vinho Verde. A Denominação de Origem veio assim conferir, à luz do direito internacional, a exclusividade do uso da designação Vinho Verde a um vinho com características únicas, já consagradas por uma longa tradição e associá-la a uma região produtora bem determinada e inconfundível, a Região do Minho.
A atual Região Demarcada dos Vinhos Verdes estende-se por todo o Noroeste do país, pouco abaixo da fronteira espanhola, zona tradicionalmente conhecida como Entre-o-Douro-e-Minho.
Tem como limites geográficos, a norte, o Rio Minho, fazendo fronteira com a Galiza (Espanha), a nascente e a sul zonas montanhosas, que constituem a separação natural Entre-Douro-e-Minho Atlântico e as zonas do país mais interiores, de características mediterrânicas e, por último, o Oceano Atlântico, que constitui o seu limite poente.
O clima da Região é fortemente condicionado pelas características orográficas e pela organização da sua rede fluvial. O aspecto mais marcante é o regime anual da chuva, que se caracteriza por uma média total anual bastante elevada, sensivelmente de 1500 mm, e uma irregular distribuição ao longo do ano, concentrada majoritariamente no Inverno e Primavera. Relativamente à temperatura média anual, esta pode ser considerada não excessiva, o que se traduz num regime de clima ameno.
Os solos, na maior parte da Região, têm origem na desagregação do granito. Caracterizam-se, em regra geral, por apresentar pouca profundidade, texturas predominantemente arenosas a franco-arenosas (ligeiras), acidez naturalmente elevada e pobreza em fósforo. Os níveis de fertilidade são naturalmente baixos, porém, dada a natureza dos sistemas agrários praticados nesta Região, os solos apresentam uma considerável fertilidade adquirida. O segredo desta fertilidade poderá resumir-se a dois principais tipos de intervenções do homem em condições naturais, pelo controle do relevo através da construção de socalcos e pela incorporação intensiva de matéria orgânica no solo.
As castas da Região e, apenas cultivadas no Noroeste Ibérico, são consideradas autóctones. Estas constituem um dos fatores que traduz com maior intensidade a especificidade do Vinho Verde, para além de ajudarem na distinção das suas Sub-Regiões (Monção, Lima, Basto, Amarante, Ave, Baião, Cávado, Paiva e Sousa).

Curso de Análise Sensorial - Aprenda a Degustar, no Santa Maria, SP
Olá turma,
Antes de mais, gostaria de agradecer a todos pelo fato de terem proporcionado que o Curso de Análise Sensorial - Aprenda a Degustar ocorresse. Foram, de fato, duas noites bem passadas na companhia de todos vós. Um muito obrigada a todos!
Lembram-se, que logo na primeira aula, comecei por perguntar qual o vosso conhecimento àcerca deste mundo fascinante, que é o Mundo do Vinho? De certo, que se irão lembrar também que vos questionei qual o tipo de vinho que gostavam mais? .. a resposta foi unânime, 100% Vinho Tinto!
Pois bem, e os vinhos que vos dei a provar, estão recordados? Gostaria, então que me dessem o vosso parecer àcerca dos Vinhos Verdes que degustámos.
Para todos: uma foto para recordação…
Abraços a todos,
Inês
Di Vino Adega & Empório acolheu mais uma turma fantástica do Curso de Análise Sensorial
Olá alunos,
Espero que tenham gostado e, sobretudo, que tenham aprendido bastante, nestas duas aulas, realizadas na Di Vino Adega & Empório, na semana passada.
Agradeço a todos o fato de terem comparecido, bem como o vosso empenho em aprender um pouco mais sobre este mundo maravilhoso, que é o Mundo dos Vinhos! Um muito obrigada a todos!!
Agora, espero que nos voltemos a reencontrar muito em breve e, não se esqueçam que dia 25 de Setembro, o Chef Henrique estará novamente presente na Di Vino para nos mostrar as suas habilidades culinárias!
Um grande abraço a todos,
Inês
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